Promotor acusado de comparar advogada à cadela será aposentado pelo MP-AM e vai receber salário de R$ 42,3 mil
Decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (27) do Diário Oficial do MP-AM.

Foto: Reprodução
Manaus (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), determinou nesta quarta-feira (27) que irá aposentar por tempo de contribuição, o promotor de Justiça Walber Luis Silva do Nascimento. A ordem foi assinada pelo Procurador-Geral de Justiça, Aguinelo Balbi Júnior e publicado no Diário Oficial da Instituição.
Segundo a publicação, o promotor de Justiça cumpre os requisitos necessários para concessão de aposentadoria voluntária com proventos integrais e paridade de remuneração. Ele irá receber o subsídio do cargo no valor de R$ 37.710,46 e mais R$ 4.635,06 de parcela de irredutibilidade, totalizando os proventos no valor de R$ 42.345,53.
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O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) havia autorizado 20 dias de férias para o promotor Walber Luís Silva do Nascimento. A decisão foi publicada na edição de quinta-feira (21) do Diário Oficial do MP-AM.
No dia 18 deste mês, o corregedor nacional do Ministério Público, Oswaldo D’Albuquerque, determinou o afastamento cautelar do promotor. O corregedor nacional ainda solicitou que a Procuradoria-Geral de Justiça não o mande para sessões plenários e audiências judiciais.
Acusado de comparar advogada à cadela
A advogada Catharina Estrela acusou o promotor de Justiça de chamá-la de cadela durante uma sessão do Tribunal do Júri, em Manaus. O caso aconteceu no dia 12 de setembro, mas só veio à tona no dia 13 de setembro.
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Em vídeo divulgado, o promotor de justiça Walber Nascimento se defende, diante do tribunal, dizendo que não ofendeu a advogada Catharina Estrella, mas que no quesito lealdade, não poderia compará-la a uma cadela, pois o animal seria mais leal.
“Comparar vossa excelência a uma cadela é, de fato, ofensivo, mas não à vossa excelência e sim à cadela”, disse o promotor.
O promotor pintou que a advogada entendeu o que ele disse e que o mesmo chegou a explicar o contexto da fala, mas que as suas palavras foram deturpadas.
Veja a decisão publicada:

Foto: Divulgação
Suyanne Lima – Redação AM POST
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