Promotor rejeita reclassificar assassinato de Julieta Hernández como Feminicídio
A artista venezuelana foi estuprada, teve seu corpo ocultado e os bens furtados.
- Artista venezuelana Julieta Hernández. — Foto: Redes socais
Notícias do Amazonas – O promotor de Justiça Gabriel Salvino Chagas do Nascimento rejeitou reclassificar o assassinato da artista venezuelana Julieta Hernández como feminicídio, ignorando o pedido da família da vítima.
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Gabriel Salvino Chagas do Nascimento assumiu o caso após a antiga promotora, Fábia Melo Barbosa de Oliveira, se declarar suspeita por “motivo de foro íntimo”.
A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, confirmou a decisão. A família de Julieta, juntamente com a União Brasileira de Mulheres (UBM) e o Ministério das Mulheres, criticou a recusa, alegando que o crime possui características de misoginia e xenofobia. A reclassificação como feminicídio foi defendida pela brutalidade do crime, que incluiu estupro e morte violenta.
Em seu parecer, o promotor Nascimento argumentou que “não há qualquer prejuízo em seguir o feito conforme a denúncia ofertada” e destacou que a discussão sobre a tipificação do crime envolve questões de mérito e não deve ser abordada de forma abstrata neste momento.
Julieta Hernández estava viajando de bicicleta pelo Brasil, e no dia 23 e dezembro de 2023 desapareceu. No mesmo dia, partes da bicicleta dela foram encontradas e um casal foi preso por latrocínio, em Presidente Figueiredo, Amazonas.
Conforme as investigações, o casal Thiago Angles da Silva e Deliomara dos Anjos Santos foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. Ambos confessaram os crimes.
Redação AM POST
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