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Ream, do Grupo Atem, admite que não utiliza petróleo de Urucu no AM e prefere importar: “preço inviabiliza operação”

Segundo a empresa, o insumo não é ofertado a preços que viabilizem essa alternativa.

Por Hugo Guimarães

22/08/2025 às 10:22 - Atualizado em 22/08/2025 às 12:22

Notícias do Amazonas – A Refinaria da Amazônia (Ream) — privatizada em 2022 e atualmente controlada pelo Grupo Atem — admitiu em nota enviada ao Portal AM POST que não está utilizando o petróleo extraído da Bacia de Urucu, no município de Coari (AM), como matéria-prima para suas operações em Manaus. Segundo a empresa, o insumo não é ofertado a preços que viabilizem essa alternativa, o que a teria levado a optar por outras fontes de suprimento, inclusive importações.

O grupo, contudo, afirma que tem total interesse em adquirir o petróleo produzido em Urucu para fortalecer o abastecimento regional, mas, mesmo com a infraestrutura instalada e capacidade para processar o petróleo da região, a Ream afirma que o custo do insumo oferecido inviabiliza sua utilização, preferindo alternativas de fora do estado.

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Leia mais: Com Ream nas mãos do Grupo Atem, petróleo de Urucu deixa de ser refinado em Manaus e vai para SP afetando economia do AM

“A Ream tem total interesse em adquirir o petróleo produzido em Urucu para fortalecer o abastecimento regional. No entanto, o insumo não é ofertado a preços que viabilizem essa alternativa. Em vez de atender a refinaria local, o produto é escoado para fora da região norte, ainda que isso represente prejuízo logístico e econômico.”, diz trecho da nota.

Leia mais: Amazonas perde autonomia energética após ruptura no refino de Urucu

A empresa também revelou ainda que atualmente responde por cerca de 30% do abastecimento de combustíveis no Amazonas, apesar de possuir estrutura suficiente para atender quase 100% da demanda local. Segundo a Ream, essa participação reduzida não é resultado de decisão própria, mas sim de uma “escolha das distribuidoras”, que preferem importar derivados ou adquirir combustíveis de outros fornecedores.

A reportagem tenta contato com a Bacia de Urucu para solicitar um posicionamento sobre o caso.

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Confira a nota na íntegra:

“A Refinaria da Amazônia (Ream) esclarece que não define os preços dos combustíveis no Amazonas. Embora tenha capacidade para atender plenamente a demanda regional, hoje a Ream responde por cerca de 30% do suprimento. Essa participação não decorre de decisão da refinaria, mas sim da escolha das distribuidoras com a alternativa da importação direta de derivados ou outras formas de aquisição no mercado. Assim, os preços finais ao consumidor refletem fatores de mercado — como custos de importação, tributos, logística e margens aplicadas por distribuidoras e postos revendedores — e não são determinados pela refinaria. 

Sobre o GLP (gás de cozinha) é importante destacar que a Ream não comercializa o produto, sua atuação se limita exclusivamente ao recebimento e armazenamento do produto para entrega às distribuidoras, sem qualquer influência sobre preços ou condições de venda.

A Ream tem total interesse em adquirir o petróleo produzido em Urucu para fortalecer o abastecimento regional. No entanto, o insumo não é ofertado a preços que viabilizem essa alternativa. Em vez de atender a refinaria local, o produto é escoado para fora da região norte, ainda que isso represente prejuízo logístico e econômico. Trata-se de uma decisão que contraria a lógica de eficiência, pois seria natural priorizar o fornecimento à refinaria instalada no Amazonas. Diante desse cenário, a importação de derivados acaba se mostrando, de forma concreta, a opção mais viável para garantir o abastecimento.

A redução temporária da produção em 2024 decorreu de manutenção programada para modernização da refinaria, construída na década de 1950. O processo foi devidamente comunicado e acompanhado por todos os órgãos reguladores competentes. Mesmo nesse período – e em meio à estiagem histórica de 2023 e 2024 – a unidade manteve o abastecimento regular do mercado, sem qualquer interrupção.

Desde sua aquisição, o Grupo Atem já investiu mais de R$ 400 milhões em melhorias estruturais, com foco em segurança operacional, eficiência energética e modernização de processos. A refinaria está apta a operar de forma contínua, ajustando sua produção conforme a demanda.

O Grupo Atem reafirma seu compromisso com o desenvolvimento da Amazônia, a geração de empregos, o fortalecimento da cadeia produtiva local e o fornecimento seguro, transparente e sustentável de combustíveis para a região.”

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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