Refinaria da Amazônia é denunciada por suspeita de preços abusivos de combustíveis no Amazonas
Representações pedem investigação sobre possível manutenção de valores elevados pela REAM.
- Foto: Divulgação
Resumo
- Quem foi denunciada: A Refinaria da Amazônia (REAM), controlada pela Rede Atem.
- Suspeita apontada: Manutenção de preço cerca de R$ 1,60 mais alto por litro às distribuidoras.
- Impacto estimado na denúncia: R$ 240 milhões mensais aos consumidores do Amazonas.
- Órgãos acionados: PF, MPF, MPAM, Procon-AM, Defensoria Pública e ANP.
Notícias do Amazonas – A Refinaria da Amazônia (REAM), controlada pela Rede Atem, foi denunciada por suposta prática abusiva na formação dos preços dos combustíveis comercializados no Amazonas. A acusação é de que a empresa teria mantido um valor cerca de R$ 1,60 mais alto por litro cobrado das distribuidoras, mesmo após a redução da cotação internacional do petróleo.
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A representação foi protocolada pelo vereador de Manaus Rodrigo Guedes (Republicanos), que pede investigação dos órgãos de fiscalização sobre a política de preços praticada pela refinaria.
Segundo o parlamentar, a diferença pode representar um impacto estimado em R$ 240 milhões por mês aos consumidores amazonenses, considerando o volume mensal de combustíveis vendido no estado.
Qual é a diferença de preço apontada na denúncia
De acordo com Rodrigo Guedes, a REAM elevou os preços em março, poucos dias após a alta internacional do petróleo provocada pelo conflito envolvendo o Irã. Na ocasião, segundo a denúncia, o barril teria subido de aproximadamente US$ 70 para quase US$ 130, cenário que teria sido usado para justificar o reajuste às distribuidoras.
O vereador afirma, porém, que o preço internacional voltou à faixa de US$ 75 após o fim oficial do conflito, em 14 de junho, sem que a redução fosse repassada ao mercado amazonense.
“Estão roubando a população amazonense em plena luz do dia. O conflito acabou há quase um mês e o barril de petróleo voltou ao valor de antes, mas o preço que a refinaria cobra das distribuidoras continua R$ 1,60 mais caro por litro”, declarou Guedes.
Qual é o prejuízo estimado aos consumidores do Amazonas
A denúncia calcula que cerca de 150 milhões de litros de combustíveis sejam comercializados mensalmente no Amazonas. Com a diferença de R$ 1,60 por litro apontada pelo vereador, o impacto estimado chegaria a R$ 240 milhões por mês.
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O valor, no entanto, ainda depende de apuração técnica dos órgãos competentes, incluindo análise de custos de importação, logística, tributos, margens de distribuição e composição final dos preços praticados no estado.
O que a denúncia diz sobre a operação da refinaria
Segundo Guedes, a Rede Atem comprou a antiga Refinaria Isaac Sabbá, antes pertencente à Petrobras, em dezembro de 2022, por R$ 1,3 bilhão. O vereador afirma que, desde a aquisição, a empresa teria interrompido o refino de petróleo extraído em Urucu, no município de Coari, e passado a importar derivados de países como Peru, México e Estados Unidos.
A denúncia também questiona o fato de a refinaria receber incentivos fiscais vinculados à Zona Franca de Manaus, enquanto, segundo o parlamentar, não estaria realizando o refino local do petróleo.
Quais órgãos foram acionados para investigar a REAM
Rodrigo Guedes informou ter protocolado representações para pedir apuração sobre a conduta da refinaria.
Os pedidos foram encaminhados aos seguintes órgãos:
- Polícia Federal (PF);
- Ministério Público Federal (MPF);
- Ministério Público do Amazonas (MPAM);
- Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP);
- Procon Amazonas;
- Defensoria Pública do Estado do Amazonas.
O vereador afirmou ainda que pretende levar o caso a Brasília para cobrar providências de autoridades federais.
Como os preços dos combustíveis afetam Manaus e o interior
O preço dos combustíveis tem efeito direto sobre o custo de vida em Manaus e nos municípios do interior, onde o transporte fluvial e rodoviário depende fortemente do diesel e da gasolina. Quando há aumento na cadeia de combustíveis, o impacto pode chegar ao frete, à alimentação, ao transporte coletivo, às entregas e aos produtos vendidos em bairros e comunidades mais afastadas.
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