Rio Negro chega a 13,05 m em Manaus e registra 2ª mínima em 122 anos
Os dados são preocupantes, considerando que as chuvas na Amazônia estão bem abaixo da média.

Foto: Michel Dantas/AFP
Notícias de Manaus – Nessa terça-feira (1º), o nível do Rio Negro em Manaus (AM) atingiu a marca de 13,05 metros, o que representa a segunda menor cota em 122 anos de monitoramento. Essa cifra está apenas atrás do recorde histórico de 12,7 metros, registrado em 2023. Os dados alarmantes foram divulgados no 40º Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Amazonas, publicado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
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A situação é crítica, uma vez que as previsões indicam que o nível do Rio Negro pode continuar a cair, possivelmente estabelecendo um novo recorde mínimo nos próximos dias. A pesquisadora em geociências do SGB, Jussara Cury, explica que, apesar da atual média de descidas em Manaus ser de cerca de 17 centímetros por dia, a região a montante ainda apresenta quedas mais acentuadas. “Estamos vendo descidas de até 10 centímetros em áreas que contribuem para essa parte da bacia. As estimativas de chuva para a região são escassas, o que sugere uma continuidade na recessão hídrica nas próximas semanas”, detalhou.
Os dados são preocupantes, considerando que as chuvas na Amazônia estão bem abaixo da média, resultando em uma das secas mais severas da história. A situação se agrava com os rios vizinhos, como o Rio Solimões, que pela primeira vez registrou uma cota negativa em Itapéua (AM), alcançando -4 cm. Além disso, o Solimões também apresentou mínimas em outras localidades, como Manacapuru (AM), com 2,82 m, e em Fonte Boa (AM), com 7,32 m. A situação na estação de Tabatinga (AM) também é crítica, onde uma correção na régua linimétrica levou a um registro de -2,54 m em 26 de setembro.
Outro dado alarmante é que o Rio Madeira, na estação de Humaitá (AM), atingiu a cota mais baixa já registrada: 8 metros. O Rio Purus, por sua vez, apresentou uma mínima de 3,54 m em Beruri (AM) e estabilizou. Enquanto isso, o Rio Amazonas em Itacoatiara (AM) alcançou a segunda menor cota da história, com 61 cm, apenas acima da marca de 36 cm observada em 2023. Em Óbidos (PA), a situação é igualmente crítica, com o Amazonas registrando -61 cm, também a segunda menor cota, atrás do recorde de -93 cm do ano anterior.
*Com informações do Serviço Geológico do Brasil
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