Saiba como o furacão Melissa pode afetar o Amazonas
O furacão Melissa atingiu a costa oeste da Jamaica na tarde da última terça-feira (28) como categoria 5.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Amazonas – O avanço do furacão Melissa pelo Caribe, que alcançou a categoria 5 no Atlântico, deve aumentar significativamente a instabilidade climática no Norte do Brasil — especialmente no Amazonas. O fenômeno, embora não atinja o país de forma direta, está associado ao aquecimento anômalo das águas do Atlântico Tropical e à intensificação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), faixa de nuvens que regula o regime de chuvas na região amazônica.
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De acordo com dados do Canal Rural e de institutos meteorológicos, o Melissa, com ventos que chegaram a 195 km/h na costa de Cuba, influencia indiretamente o padrão atmosférico do Norte brasileiro. O furacão funciona como uma espécie de “motor climático”, redistribuindo energia e umidade no oceano e alterando a dinâmica das frentes úmidas que atuam sobre a Amazônia.
No Amazonas, a expectativa é de chuvas mais frequentes e intensas nas próximas semanas, além de rajadas de vento mais fortes e possibilidade de alagamentos pontuais em áreas urbanas.
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Meteorologistas destacam que o aquecimento do Atlântico e a presença do fenômeno La Niña no Pacífico contribuem para o aumento da umidade na região, reforçando as tempestades e a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical.
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“Enquanto o Caribe enfrenta a força direta do furacão, o norte da América do Sul deve lidar com reflexos indiretos, aumento das tempestades e reforço da umidade na região amazônica”, afirmou a equipe meteorológica da Climatempo ao Canal Rural.
Além das chuvas, o litoral do Amapá e a foz do rio Amazonas devem enfrentar ressacas e maré alta, influenciadas pela circulação intensa dos ventos do furacão. Em Roraima e no norte do Pará, há risco de tempestades isoladas com descargas elétricas e fortes rajadas de vento.
O furacão Melissa segue ativo no Caribe e deve perder força gradualmente ao se afastar para o norte do Atlântico nos próximos dias.
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