Seca no Amazonas atinge 60 dos 62 municípios do estado
A seca também está causando sérios problemas ambientais, afetando tanto as pessoas quanto a vida aquática.
- Foto: MIGUEL MONTEIRO/INSTITUTO MAMIRAUÁ
Amazonas – O estado do Amazonas enfrenta um período de estiagem severa que já atinge 60 dos 62 municípios da região. Essa situação tem impactos significativos não apenas nas comunidades dependentes do transporte fluvial, como barcos, lanchas e canoas, mas também na vida marinha, com a trágica morte de mais de 100 botos.
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Um deslizamento de terra na cidade de Beruri, a 170 quilômetros de Manaus, resultou na morte de uma criança e no desaparecimento de quatro pessoas. O desastre afetou cerca de 40 casas, conforme reportado pelo portal de notícias G1.
André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), previu problemas nas precipitações da região devido a essa anomalia.

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“Na Região Sul do Brasil, que estava sofrendo com a seca, veremos um retorno das chuvas, enquanto nas Regiões Centro e Norte do país, enfrentaremos problemas relacionados à falta de chuva”, explicou Amorim em entrevista à Sagres.
A Defesa Civil observou que, durante o período de cheia, a água se infiltra nas margens dos rios, causando erosão. No entanto, devido à estiagem, o solo perde sua estabilidade, levando a deslizamentos de terra.
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A seca também está causando sérios problemas ambientais, afetando tanto as pessoas quanto a vida aquática. Em Manaus, barcos estão encalhando devido à baixa do Rio Negro, com bancos de areia se tornando visíveis. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá registrou temperaturas de até 39°C em algumas áreas do Lago Tefé, afluente do Rio Solimões, levando a um alerta para evitar o uso do lago.
Infelizmente, essa situação também tem impactado a vida marinha, com o registro de 110 mortes de botos e tucuxis pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou uma investigação para determinar as causas dessas mortes, com indícios de que o calor e a seca histórica dos rios possam estar contribuindo para essa tragédia ambiental.
O ICMBio mobilizou equipes de veterinários e servidores para resgatar animais aquáticos encalhados e implementou protocolos sanitários para a destinação adequada das carcaças dos botos mortos. A instituição reforçou seu compromisso em identificar as causas dessas mortes e tomar medidas para proteger as espécies afetadas.
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