Secretário Sabá Reis e Cirilo Anunciação estão na mira da ‘Operação Dente de Marfim’ da PF
Deflagrada em Manaus, a ação investiga fraudes contratuais e a prática de ‘mensalinho’ na Semulsp
- (Divulgação)
A Polícia Federal (PF) abriu os olhos para um esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) da Prefeitura de Manaus, como parte da “Operação Dente de Marfim”. O foco das investigações recai sobre o núcleo político responsável por uma série de crimes, incluindo sonegação fiscal, falsidade ideológica, e lavagem de dinheiro através de contratos com a empresa Mamute Conservação, Construção e Pavimentação Ltda.
Entre os nomes envolvidos, destacam-se o secretário municipal de Limpeza Pública, Sabá Reis, o sub-secretário Altervi de Souza Moreira, além dos empresários Francisco Cirilo Anunciação Neto e Silas de Queiroz Pedrosa. Estes últimos são apontados como peças-chave em um suposto esquema de pagamento de “mensalinho” em troca de contratos públicos favorecidos.
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As investigações da PF avançaram com base em interceptações telefônicas, que revelaram a conexão de Francisco Cirilo Anunciação Neto com o cenário político local, ligado a partidos associados à gestão municipal na época em que a Mamute foi contratada pela Semulsp.
A análise minuciosa das movimentações financeiras revelou uma teia complexa de transações entre a empresa Mamute e seus sócios, destacando transferências significativas para os empresários investigados. Cirilo Neto, por exemplo, recebeu valores da Mamute, assim como realizou transferências regulares para outros envolvidos no esquema.
A PF identificou diferentes núcleos componentes do esquema corrupto. O “Núcleo Empresarial” incluía os sócios da Mamute, enquanto o “Núcleo Operacional” envolvia o gerente financeiro da empresa e outras entidades relacionadas. O “Núcleo Jurídico”, por sua vez, apontava para possíveis irregularidades cometidas por um escritório de advocacia, que emitia notas fiscais sem a devida prestação de serviços.
O desdobramento das investigações revelou ainda o envolvimento de um “Núcleo Administrativo”, onde figura Ézio Ferreira de Souza Júnior, assessor da Consultoria Técnica no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. Sua participação suspeita está ligada a tentativas de renovar contratos da Mamute com a Prefeitura, evidenciando uma possível influência nos bastidores.
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O ponto crucial desse esquema é a suposta utilização de “mensalinhos” para corromper agentes públicos em troca de benefícios contratuais, minando os princípios da transparência e da probidade administrativa. Através de ligações telefônicas interceptadas e análises detalhadas de movimentações financeiras, a Polícia Federal está desvendando cada elo desse esquema corrupto.





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