Sindipetro-AM critica Capitão Alberto Neto e atribui alta da gasolina à privatização da refinaria: “ajudou a criar esse monstro”
Sindicato afirma que venda da refinaria no Amazonas criou monopólio privado e cobra atuação do deputado para retomada do refino pela Petrobras.

FOTO: Reprodução/ Redes Sociais
Resumo:
O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas criticou o deputado Capitão Alberto Neto após declarações sobre o preço da gasolina. A entidade afirmou que a privatização da refinaria de Manaus contribuiu para o aumento do combustível no estado.
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Notícias do Amazonas – O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) publicou um vídeo nas redes sociais criticando declarações do deputado federal Capitão Alberto Neto sobre o preço da gasolina em Manaus.
Na gravação divulgada no perfil oficial da entidade no Instagram, representantes do sindicato afirmam que o parlamentar estaria tentando responsabilizar o governo federal pelo aumento do combustível, enquanto ignoraria o impacto da privatização da refinaria localizada no Amazonas.
“Agora a conta chegou. A gasolina bateu R$ 7,30 aqui em Manaus porque o senhor e seus aliados venderam nosso patrimônio. O senhor ajudou a criar esse monstro que hoje assalta o bolso do motorista de aplicativo, do taxista e do pai e da mãe de família”, afirma Marcus Ribeiro membro da da diretoria executiva do Sindipetro-AM.
Veja o vídeo:
Leia também: Pesquisa do Procon aponta aumento de R$0,30 no preço da gasolina em Manaus
Privatização da refinaria é alvo de críticas
Segundo o sindicato, a venda da refinaria ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, medida que, na avaliação da entidade, teria criado um monopólio privado no estado.
No vídeo, o Sindipetro afirma que havia alertado parlamentares sobre os possíveis efeitos da privatização antes da decisão ser tomada.
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De acordo com o sindicato, estudos e documentos foram apresentados ao gabinete do deputado em Brasília indicando que a medida poderia provocar aumento nos preços dos combustíveis na região.
Sindicato cobra retomada do refino pela Petrobras
Ainda na publicação, o Sindipetro-AM defende que a Petrobras retome o refino de combustíveis no Amazonas como forma de ampliar a concorrência e reduzir os preços.
A entidade também criticou a margem de lucro das empresas responsáveis pela distribuição e comercialização de combustíveis no estado.
Segundo o sindicato, a discussão sobre o preço da gasolina não se resolve apenas com mudanças na cobrança do ICMS, mas também com maior regulação e presença da Petrobras no setor.
Debate ocorre em meio à alta dos combustíveis
A manifestação do sindicato ocorre em meio ao debate sobre os preços dos combustíveis no Amazonas.
De acordo com o Sindipetro-AM, o valor da gasolina em Manaus chegou a ultrapassar R$ 7 por litro em alguns postos da capital.
A entidade afirma que continuará cobrando medidas que ampliem a produção nacional e fortaleçam o setor de refino no país.
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