Sinésio aconselha presidente da AM Energia a parar de gastar dinheiro com advogados para instalar medidores na marra
Parlamentar destacou, em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, que a empresa já tem dívida bilionária com a União.
- Márcio Pereira Zimmermann e Sinésio Campos – Ilustração: Lívia Thársis
O deputado estadual, Sinésio Campos (PT), que comandou a CPI da Energia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), participou nesta terça-feira (13) da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados que debateu sobre o serviço prestado pela Amazonas Energia S/A, empresa de distribuição de energia com concessão para todo o estado.
Sinésio Campos entregou o relatório final da CPI da Amazonas Energia ao presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Rodrigo de Castro, criticou os medidores aéreos da concessionária e falou sobre o trabalho da Comissão, comandada por ele, afirmando que chegou a procurar outros equipamentos que fossem eficientes.
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“Eu fiz questão como presidente da Comissão de ir ao encontro de três a quatro empresas do Polo Industrial de Manaus que produz medidores inteligentes e lá eu percebi que esses medidores são inteligentes e não são esses que a empresa Amazonas Energia ousa insistentemente gastar dinheiro com advogados e sempre recorrer, algo que nos incomoda”, declarou.
“Foi identificado também gato invertido, ou seja, cobrança acima do consumo, e o próprio Inmetro nos forneceu essa informação. Até porque, nos municípios que fomos foi identificado que a empresa estava cobrando acima do consumo“, revelou deputado.
O parlamentar também afirmou que já está comprovado que a instalação dos equipamentos que a empresa tanto defende aumenta a fatura dos consumidores amazonenses.
“É fato que houve sim o aumento de valores cobrados depois de colocarem os medidores aéreos“, afirmou.
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O petista também falou de uma dívida bilionária da Amazonas Energia com a União e aconselhou o presidente da concessionária, Márcio Pereira Zimmermann, que estava na reunião, a parar de gastar dinheiro com advogados para instalar a força os medidores aéreos em Manaus e ir atrás de equipamentos mais eficazes.
“Como a empresa já tem um débito muito grande, chegando a R$9 bilhões com a União que pare de gastar dinheiro com advogado no Supremo, que eu creio que isso não vai resolver, e comece a utilizar os medidores, não esses da vergonha, mas busque outra forma. […] Coloco aqui uma sugestão para que vocês possam instalar medidores inteligentes. Esses de sistema remoto que é colocado ai eu digo que é mais um dromedário que colocaram para dizer que esse é o melhor medidor”, aconselhou.
Em aparte, Márcio Pereira Zimmermann corrigiu o deputado. “Em termos econômicos, que o deputado Sinésio comentou que a empresa tem R$9 bilhões de dívidas. Não é nove, é oito e pouco. […] Essa dívida que o deputado falou, na verdade se tivesse corrigido só com juros, nós teríamos quanto hoje? R$10 bilhões de dívida. A empresa amortizou parte da dívida e não fez nenhum endividamento novo. Agora a empresa como empresa ela é obrigada a ir atrás de seus direitos e ela foi“, disse o presidente da concessionária.
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Redação AM POST*
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