Superintendente da Suframa se posiciona sobre tarifaço de Trump ao Brasil e efeitos disso para a Zona Franca de Manaus; confira
Em meio à tensão comercial com os EUA, superintendente da Suframa adota tom cautela.
- Foto: Divulgação
O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, afirmou em vídeo nesta quinta-feira (10) que para a Zona Franca de Manaus terá impacto “quase insignificante” o aumento das tarifas dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros, anunciado pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (9) elevando as alíquotas de 10% para 50%.
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“Do ponto de vista das exportações do Polo Industrial de Manaus, esse volume é quase que insignificante para o seu faturamento, faturamento que temos divulgado regularmente nos últimos tempos”, disse Saraiva.
Saraiva também ressaltou que a Suframa está alinhada à posição oficial do governo federal sobre o tema. “O nosso posicionamento é o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já em nota deixou muito claro a posição do governo brasileiro com relação a essa medida.”
O anúncio de Trump, feito em tom político, cita supostas violações à liberdade de expressão no Brasil, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e acusações de que o país, por meio do grupo dos Brics, estaria conspirando para “destruir o dólar”. A decisão gerou críticas no Brasil, inclusive de membros do governo, que consideraram a medida injusta e prejudicial aos próprios Estados Unidos. Mesmo assim, Saraiva reforçou que a cautela deve nortear a postura institucional da Suframa.
“A cautela e a prudência nesse momento deve ser o norte do nosso comportamento. Assim será aqui na Suframa, porque nós acreditamos fortemente na capacidade de negociação do nosso governo e do nosso ministro”, destacou o superintendente.
A Zona Franca de Manaus, criada em 1967 para promover o desenvolvimento da Amazônia e integrar economicamente a região ao restante do país, é composta por um polo industrial com mais de 500 empresas. O modelo é voltado, majoritariamente, para o consumo interno. Dados da própria Suframa mostram que menos de 2% das exportações do polo têm como destino o mercado norte-americano, o que explica a avaliação técnica de impacto limitado da nova medida.
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