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TCE cobra devolução de R$ 1,7 milhão gasto em obra abandonada da Cidade Universitária prometida por Omar Aziz

Para muitos amazonenses, a obra da Cidade Universitária se tornou um dos maiores exemplos de descaso com o dinheiro público.

Por Natan AMPOST

22/08/2025 às 12:00 - Atualizado em 23/08/2025 às 10:47

Notícias do Amazonas – O que deveria ter sido um dos maiores legados educacionais do Amazonas se transformou em um símbolo de desperdício de recursos públicos, abandono e promessas políticas não cumpridas. A Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), lançada em 2012, durante o governo de Omar Aziz (PSD), em Iranduba, a apenas 27 quilômetros de Manaus, volta a ser alvo de questionamentos jurídicos e políticos mais de uma década depois de seu início.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) determinou recentemente a devolução de mais de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos devido a irregularidades na execução da obra. A decisão foi publicada no Acórdão nº 2621/2023, divulgado no Diário Oficial Eletrônico do TCE em 26 de janeiro de 2024, e aponta indícios de superfaturamento, falhas graves e má gestão dos recursos.

Responsáveis condenados

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De acordo com o documento, a então secretária de Estado de Infraestrutura, Waldivia Ferreira Alencar, e a empresa EDEC Engenharia, Construção e Comércio Ltda., foram condenadas a devolver R$ 1.224.575,81 milhões. Já o fiscal da Seinfra na época, Emerson Redig de Oliveira, em conjunto com a mesma empresa, terá de ressarcir R$ 595.235,46.

Além disso, foram aplicadas multas individuais de R$ 21.920,64 a Waldivia, Emerson e à EDEC. Caso não efetuem os pagamentos, os nomes podem ser incluídos em dívida ativa estadual e até sofrer protestos judiciais.

O TCE determinou ainda que cópia da decisão seja enviada ao relator das contas do governo, para que cobre do Estado informações sobre quais medidas serão tomadas em relação à obra inacabada.

Um gigante de concreto abandonado

A Cidade Universitária foi apresentada em 2012 como um projeto ousado, avaliado inicialmente em R$ 300 milhões, com promessa de transformar a educação superior no Amazonas. O campus deveria abrigar mais de 2 mil alunos, oferecendo estrutura moderna para ensino, pesquisa e extensão.

No entanto, o que se vê hoje é um canteiro abandonado em meio à mata, com ruínas, materiais de construção deteriorados e estruturas tomadas pelo tempo. Estima-se que mais de R$ 50 milhões já tenham sido gastos na obra, sem que a população tenha recebido qualquer benefício concreto.

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O símbolo do fracasso da gestão pública

Para muitos amazonenses, a obra da Cidade Universitária se tornou um dos maiores exemplos de descaso com o dinheiro público. A imagem do terreno abandonado em Iranduba reflete não apenas o desperdício de recursos, mas também a falta de compromisso político com projetos de longo prazo.

Estudantes e professores da UEA afirmam que o projeto poderia ter revolucionado o ensino superior no estado, integrando diversas áreas do conhecimento em um único espaço. Mas, em vez disso, a promessa se transformou em um monumento à corrupção, ao superfaturamento e à impunidade.

Velho discurso

Omar Aziz, que atualmente é pré-candidato ao governo do Amazonas nas eleições de 2026, voltou a utilizar, em entrevistas, a proposta de retomar a criação da Cidade Universitária no Amazonas como uma de suas bandeiras políticas. A retórica, no entanto, reacende críticas e indignação por parte da população e de especialistas, que lembram que o mesmo projeto já gerou um enorme prejuízo aos cofres públicos durante o período em que Aziz foi governador do estado (2010–2014).

Leia mais: Com velha promessa, Omar Aziz sinaliza que vai tentar iludir o povo do Amazonas novamente com Cidade Universitária

“Pretendo, se Deus me permitir [se eleito retomar o projeto da Cidade Universitária]. Mas não é para mim é para outras gerações”, disse o político em entrevista ao site Amazonas Atual. O senador ainda comparou o projeto ao longo processo de consolidação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), dizendo que “ninguém conclui uma universidade desse porte em dois ou três anos”.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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