Titular da SSP-AM diz que não pretende adotar uso de câmeras corporais em PMs do estado
Secretário justifica decisão com questões orçamentárias.
- (Foto: Divulgação)
O secretário da Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, anunciou em entrevista à Rede Tiradentes na última quarta-feira (30) que a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) não adotará câmeras corporais para seus agentes, ao contrário do que tem ocorrido em outras regiões do Brasil. A decisão, segundo Almeida, é baseada em uma análise cuidadosa do orçamento estadual, com foco em outras prioridades tecnológicas que ele considera mais eficazes para a população local.
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“Não existe resistência nenhuma. A questão muito maior é o seguinte, é que nós temos que mensurar, como a gente faz na nossa casa, o nosso orçamento. Então, para você ter ideia, o custo de uma câmera dessa, se fosse uma câmera que nós comprássemos e ela não tivesse custo de recorrência, ok, mas é uma câmera que custa em torno de 900 reais por mês. Então, você imagina, eu equipar 8 mil homens com uma câmera de 900 reais por mês, quando, na verdade, temos outras prioridades de entregas para a sociedade”, afirmou o coronel.
A decisão do secretário gerou debate, pois a implementação de câmeras corporais tem sido defendida por diversas entidades como uma ferramenta para aumentar a transparência e o controle das ações policiais, ajudando a evitar abusos de autoridade e garantindo maior segurança tanto para os policiais quanto para a população. No entanto, Almeida esclareceu que, apesar de reconhecer a importância da tecnologia, o custo das câmeras é uma realidade que o estado não pode arcar no momento.
O coronel destacou que a PMAM está priorizando outras inovações tecnológicas que, segundo ele, são mais urgentes para a melhoria da segurança pública. Entre essas tecnologias, ele mencionou projetos como o sistema de reconhecimento facial e a utilização de “paredões” (blocos de segurança móveis), que devem ser implantados ainda este ano pelo governador Wilson Lima. “Nós temos prioridades aqui, como trazer tecnologias que funcionam para o cidadão. Projetos de reconhecimento facial, avanços nos atendimentos da Polícia Civil, muitas coisas boas virão esse ano”, afirmou Almeida.
O secretário também ressaltou que a preocupação com o uso responsável dos recursos públicos é fundamental, considerando a necessidade de atender às demandas da população de forma eficiente. “Nós temos que ter responsabilidade com o recurso público, buscando sempre atender o cidadão. No dia que conseguirmos ampliar o atendimento de maneira mais eficiente, aí sim, a tecnologia deve ser usada objetivamente em favor do povo“, explicou.
Além disso, o coronel destacou o exemplo de outras iniciativas tecnológicas implementadas recentemente, como o Recupera Fone, um sistema que tem dado resultados positivos no combate a crimes envolvendo dispositivos móveis. Ele afirmou que projetos como esse são mais adequados para o momento, pois trazem resultados mais imediatos e tangíveis.
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