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TJAM cria novas regras para uso de IA em processos judiciais e prevê punir quem descumprir

Nova resolução estabelece regras para uso de IA por magistrados, servidores e colaboradores.

Por Natan AMPOST

08/08/2026 às 12:14

  • A TJAM aprovou a Resolução nº 29/2026 que exige que magistrados, servidores e colaboradores declarem o uso de ferramentas de IA quando estas possam influenciar decisões judiciais, com integração ao Projudi.
  • A norma institui o Programa de Capacitação em Inteligência Artificial para magistrados, servidores e colaboradores, abrangendo fundamentos técnicos, ética, uso operacional e boas práticas.
  • Ela prevê governança e monitoramento via dashboards, relatórios, alertas e auditorias, além de punições graduadas (notificação, advertência, processo disciplinar) para uso irregular, com cronograma de implementação.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias do Amazonas – Magistrados, servidores e colaboradores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) deverão declarar o uso de ferramentas de inteligência artificial sempre que elas forem empregadas em decisões judiciais ou em processos que possam influenciar o conteúdo decisório.

A medida está prevista na Resolução nº 29/2026, aprovada pelo Pleno do tribunal na última terça-feira (28), durante sessão que reuniu os 26 desembargadores que compõem o colegiado.

A declaração ficará integrada ao Projudi, sistema utilizado pelo TJAM para a tramitação dos processos judiciais.

Quais usos de inteligência artificial não precisarão ser declarados?

A resolução estabelece exceções para usos considerados meramente instrumentais.

Entre eles estão:

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  • Correção textual;
  • Formatação de documentos;
  • Tradução;
  • Sumarização organizacional;
  • Geração de minutas ordinatórias.

Nesses casos, o usuário não precisará realizar a declaração prevista pela nova norma.

A exigência se concentra, portanto, nas situações em que a inteligência artificial tenha participação capaz de influenciar o conteúdo de uma decisão ou de um processo judicial.

O TJAM vai oferecer treinamento sobre inteligência artificial?

Sim. A resolução também cria o Programa de Capacitação em Inteligência Artificial, voltado a magistrados, servidores e colaboradores.

O programa deverá abordar temas como:

  • Fundamentos técnicos de inteligência artificial;
  • Aspectos éticos e jurídicos;
  • Uso operacional dos sistemas;
  • Identificação de riscos;
  • Boas práticas no uso das ferramentas.

A capacitação faz parte da estratégia do tribunal para estabelecer regras de utilização responsável das tecnologias de IA no Judiciário amazonense.

Quando as novas regras começarão a valer?

A implantação ocorrerá de forma escalonada, conforme o cronograma estabelecido pela resolução.

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Veja os principais prazos:

  • Até 30 dias: capacitação dos multiplicadores e implantação do sistema de declaração no Projudi;
  • Até 60 dias: início da oferta do curso básico de capacitação;
  • Até 90 dias: início da obrigatoriedade de declaração do uso de IA;
  • Até 120 dias: implementação completa do sistema de monitoramento e controle.

Para quem já utiliza ferramentas externas de inteligência artificial, o prazo de adaptação às exigências de capacitação será de 90 dias, contados a partir da entrada em vigor da norma.

Situações não previstas na resolução serão analisadas pelo Comitê de Governança em Inteligência Artificial do TJAM.

Leia mais: TJAM define data da votação da lista tríplice para escolha de novo desembargador

Como o TJAM vai fiscalizar o uso de inteligência artificial?

A nova resolução também prevê a divulgação de estatísticas relacionadas ao uso de inteligência artificial por magistrados, servidores e colaboradores.

Para isso, será criado um sistema integrado de governança e controle das soluções de IA utilizadas pelo tribunal.

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Entre os mecanismos previstos estão:

  • Dashboard de monitoramento em tempo real, com métricas de utilização;
  • Geração automática de relatórios periódicos de conformidade;
  • Sistema de alertas para identificar possíveis irregularidades;
  • Auditorias periódicas das soluções de inteligência artificial em uso.

A medida cria uma estrutura para acompanhar não apenas a utilização das ferramentas, mas também o cumprimento das regras estabelecidas pelo tribunal.

Quais são os deveres de quem utilizar inteligência artificial no TJAM?

O artigo 16 da resolução estabelece uma série de obrigações para os usuários das ferramentas.

Entre os principais deveres estão:

  • Priorizar o uso de soluções institucionais;
  • Manter a capacitação atualizada;
  • Declarar o uso de IA quando houver exigência;
  • Exercer supervisão humana sobre as ferramentas;
  • Comunicar eventuais incidentes;
  • Garantir a proteção adequada dos dados utilizados nos sistemas.

A supervisão humana é um dos pontos centrais da regulamentação, especialmente quando a ferramenta estiver relacionada a atividades capazes de influenciar decisões judiciais.

Quais são as punições para o uso irregular de IA?

O artigo 17 estabelece uma gradação de medidas para casos de descumprimento das regras.

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A primeira medida prevista é uma notificação orientadora.

Em caso de reincidência, poderá ser aplicada advertência.

Já situações consideradas graves ou reiteradas poderão levar à instauração de processo administrativo disciplinar.

A regulamentação estabelece, dessa forma, diferentes níveis de resposta conforme a natureza e a repetição da irregularidade.

O que muda para a Justiça do Amazonas?

A resolução cria um conjunto de regras específicas para o uso de inteligência artificial dentro do TJAM, incluindo declaração, capacitação, supervisão, monitoramento e auditoria.

Na prática, a mudança estabelece maior controle sobre ferramentas de IA utilizadas em atividades judiciais, principalmente quando houver possibilidade de influência sobre o conteúdo decisório.

Para o público que acompanha processos na Justiça do Amazonas, a criação de mecanismos de governança também representa uma tentativa de ampliar a rastreabilidade e o controle institucional sobre o uso dessas tecnologias.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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