TJAM cria novas regras para uso de IA em processos judiciais e prevê punir quem descumprir
Nova resolução estabelece regras para uso de IA por magistrados, servidores e colaboradores.
- A TJAM aprovou a Resolução nº 29/2026 que exige que magistrados, servidores e colaboradores declarem o uso de ferramentas de IA quando estas possam influenciar decisões judiciais, com integração ao Projudi.
- A norma institui o Programa de Capacitação em Inteligência Artificial para magistrados, servidores e colaboradores, abrangendo fundamentos técnicos, ética, uso operacional e boas práticas.
- Ela prevê governança e monitoramento via dashboards, relatórios, alertas e auditorias, além de punições graduadas (notificação, advertência, processo disciplinar) para uso irregular, com cronograma de implementação.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas – Magistrados, servidores e colaboradores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) deverão declarar o uso de ferramentas de inteligência artificial sempre que elas forem empregadas em decisões judiciais ou em processos que possam influenciar o conteúdo decisório.
A medida está prevista na Resolução nº 29/2026, aprovada pelo Pleno do tribunal na última terça-feira (28), durante sessão que reuniu os 26 desembargadores que compõem o colegiado.
A declaração ficará integrada ao Projudi, sistema utilizado pelo TJAM para a tramitação dos processos judiciais.
Quais usos de inteligência artificial não precisarão ser declarados?
A resolução estabelece exceções para usos considerados meramente instrumentais.
Entre eles estão:
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- Correção textual;
- Formatação de documentos;
- Tradução;
- Sumarização organizacional;
- Geração de minutas ordinatórias.
Nesses casos, o usuário não precisará realizar a declaração prevista pela nova norma.
A exigência se concentra, portanto, nas situações em que a inteligência artificial tenha participação capaz de influenciar o conteúdo de uma decisão ou de um processo judicial.
O TJAM vai oferecer treinamento sobre inteligência artificial?
Sim. A resolução também cria o Programa de Capacitação em Inteligência Artificial, voltado a magistrados, servidores e colaboradores.
O programa deverá abordar temas como:
- Fundamentos técnicos de inteligência artificial;
- Aspectos éticos e jurídicos;
- Uso operacional dos sistemas;
- Identificação de riscos;
- Boas práticas no uso das ferramentas.
A capacitação faz parte da estratégia do tribunal para estabelecer regras de utilização responsável das tecnologias de IA no Judiciário amazonense.
Quando as novas regras começarão a valer?
A implantação ocorrerá de forma escalonada, conforme o cronograma estabelecido pela resolução.
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Veja os principais prazos:
- Até 30 dias: capacitação dos multiplicadores e implantação do sistema de declaração no Projudi;
- Até 60 dias: início da oferta do curso básico de capacitação;
- Até 90 dias: início da obrigatoriedade de declaração do uso de IA;
- Até 120 dias: implementação completa do sistema de monitoramento e controle.
Para quem já utiliza ferramentas externas de inteligência artificial, o prazo de adaptação às exigências de capacitação será de 90 dias, contados a partir da entrada em vigor da norma.
Situações não previstas na resolução serão analisadas pelo Comitê de Governança em Inteligência Artificial do TJAM.
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Como o TJAM vai fiscalizar o uso de inteligência artificial?
A nova resolução também prevê a divulgação de estatísticas relacionadas ao uso de inteligência artificial por magistrados, servidores e colaboradores.
Para isso, será criado um sistema integrado de governança e controle das soluções de IA utilizadas pelo tribunal.
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Entre os mecanismos previstos estão:
- Dashboard de monitoramento em tempo real, com métricas de utilização;
- Geração automática de relatórios periódicos de conformidade;
- Sistema de alertas para identificar possíveis irregularidades;
- Auditorias periódicas das soluções de inteligência artificial em uso.
A medida cria uma estrutura para acompanhar não apenas a utilização das ferramentas, mas também o cumprimento das regras estabelecidas pelo tribunal.
Quais são os deveres de quem utilizar inteligência artificial no TJAM?
O artigo 16 da resolução estabelece uma série de obrigações para os usuários das ferramentas.
Entre os principais deveres estão:
- Priorizar o uso de soluções institucionais;
- Manter a capacitação atualizada;
- Declarar o uso de IA quando houver exigência;
- Exercer supervisão humana sobre as ferramentas;
- Comunicar eventuais incidentes;
- Garantir a proteção adequada dos dados utilizados nos sistemas.
A supervisão humana é um dos pontos centrais da regulamentação, especialmente quando a ferramenta estiver relacionada a atividades capazes de influenciar decisões judiciais.
Quais são as punições para o uso irregular de IA?
O artigo 17 estabelece uma gradação de medidas para casos de descumprimento das regras.
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A primeira medida prevista é uma notificação orientadora.
Em caso de reincidência, poderá ser aplicada advertência.
Já situações consideradas graves ou reiteradas poderão levar à instauração de processo administrativo disciplinar.
A regulamentação estabelece, dessa forma, diferentes níveis de resposta conforme a natureza e a repetição da irregularidade.
O que muda para a Justiça do Amazonas?
A resolução cria um conjunto de regras específicas para o uso de inteligência artificial dentro do TJAM, incluindo declaração, capacitação, supervisão, monitoramento e auditoria.
Na prática, a mudança estabelece maior controle sobre ferramentas de IA utilizadas em atividades judiciais, principalmente quando houver possibilidade de influência sobre o conteúdo decisório.
Para o público que acompanha processos na Justiça do Amazonas, a criação de mecanismos de governança também representa uma tentativa de ampliar a rastreabilidade e o controle institucional sobre o uso dessas tecnologias.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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