TRE-AM informa a Moraes que Bolsonaro e núcleo investigado por golpe não têm antecedentes criminais
Ministro do STF solicitou informações aos tribunais regionais para apurar antecedentes dos acusados de envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
- Arte : AM POST
Notícias do Amazonas – O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete de seus principais ex-assessores políticos e militares não possuem qualquer registro de antecedentes criminais. A declaração foi encaminhada na quinta-feira (24), atendendo a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes no contexto da Ação Penal 2668.
O pedido de Moraes visava reunir dados sobre a ficha judicial dos acusados que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), compõem o grupo central de articulação de uma suposta trama golpista. As informações prestadas pelas cortes regionais são parte do processo que tramita em sigilo parcial no STF.
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Réus sem ocorrências registradas
Na manifestação, o TRE-AM afirmou que nenhum dos oito réus vinculados ao chamado “núcleo 1” apresenta antecedentes criminais ou eleitorais em território amazonense. O grupo, acusado de coordenar ações contra o sistema democrático, inclui nomes de alta patente e ex-integrantes da cúpula do governo federal, como:
Jair Bolsonaro (ex-presidente da República)
Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)
Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha)
Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
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General Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)
Mauro Cid (ex-ajudante de ordens)
Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil)
PGR aponta atuação coordenada em trama antidemocrática
Segundo a denúncia da PGR, esse grupo teria se organizado em uma estrutura hierárquica, com objetivo de reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022 e desestabilizar as instituições democráticas. As acusações incluem tentativa de golpe, organização criminosa armada e depredação do patrimônio público com agravantes de violência.
Apesar da gravidade das imputações, os dados fornecidos pelo TRE-AM revelam que, no Amazonas, não há registros anteriores de crimes ou irregularidades eleitorais atribuídos aos investigados.
Medidas cautelares e impacto político
Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes determinou uma série de restrições a Jair Bolsonaro, que agora está obrigado a usar tornozeleira eletrônica, além de não poder manter contato com seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, nem utilizar redes sociais. A medida foi considerada simbólica por aliados e representa um novo patamar nas ações do Judiciário contra o ex-presidente.
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