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Trio é condenado a 368 anos de prisão por massacre na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus

Crimes ocorreram durante rebelião na antiga Cadeia Raimundo Vidal Pessoa, em 2017, deixando mortos e feridos

Por Arquipo Goes

04/03/2026 às 07:11 - Atualizado em 04/04/2026 às 21:48

Fachada do tribunal do júri durante o julgamento dos acusados pelo massacre na cadeia pública de manaus

Foto: Divulgação/TJAM

Resumo:

Três homens foram condenados a penas que somam 368 anos de prisão pelo massacre ocorrido na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, em 2017. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da capital amazonense.

 

Notícias do Amazonas – Três réus foram condenados a penas que somam 368 anos de prisão pelo massacre ocorrido na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. O julgamento foi realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da capital e analisou crimes cometidos durante a rebelião registrada em janeiro de 2017.

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A sentença foi definida após sessão iniciada no dia 23 e encerrada em 27 de fevereiro.

Leia também: Assalto violento em ônibus é flagrado por câmeras de segurança; veja vídeo

Quem foram os condenados

Os réus julgados foram Janderson Rolin Matos, conhecido como “Passarinho”, Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, e Jones dos Remédios Martins, apelidado de “Bactéria”.

As penas aplicadas pelo Conselho de Sentença foram:

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  • Janderson Rolin Matos: 282 anos de prisão

  • Ronildo Nogueira da Silva: 36 anos de prisão

  • Jones dos Remédios Martins: 50 anos de prisão

Somadas, as condenações chegam a 368 anos. Os três já estavam presos e passarão a cumprir a execução provisória da pena após a publicação da sentença, embora ainda caiba recurso.

Fachada do tribunal do júri durante o julgamento dos acusados pelo massacre na cadeia pública de manaus

Foto: Divulgação/TJAM

Crimes julgados no Tribunal do Júri

Os réus foram responsabilizados por homicídios qualificados consumados e por tentativas de homicídio contra detentos dentro da unidade prisional.

As vítimas fatais foram Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho.

Outros seis presos sobreviveram ao ataque e foram considerados vítimas de tentativa de homicídio.

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O julgamento foi presidido pelo juiz Fábio Olintho de Souza, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, com atuação do Ministério Público do Estado do Amazonas na acusação.

Processo faz parte de série de julgamentos

A ação penal integra uma série de processos relacionados à rebelião ocorrida na unidade prisional em 2017.

Este foi o segundo julgamento relacionado ao caso. Em julho do ano passado, outro réu já havia sido condenado a 168 anos de prisão pelo Tribunal do Júri.

Novos julgamentos ainda estão previstos para este ano, envolvendo outros acusados apontados nas investigações.

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Rebelião foi motivada por disputa entre facções

De acordo com as investigações, o massacre na Cadeia Raimundo Vidal Pessoa ocorreu como retaliação à chacina registrada dias antes no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Na ocasião, cerca de 56 detentos foram mortos em confronto entre facções rivais dentro do sistema prisional.

Na Vidal Pessoa, os crimes ocorreram durante a madrugada. Segundo a denúncia, as luzes da unidade foram apagadas minutos antes do ataque, permitindo que os agressores agissem no escuro e dificultando a reação das vítimas.

O episódio marcou um dos momentos mais violentos da crise no sistema penitenciário do Amazonas.

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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