Ufam suspende aulas presenciais devido fumaça e péssima qualidade do ar em Manaus
A medida foi oficializada por meio de uma portaria assinada pelo reitor Sylvio Puga.
- Foto: Divulgação/Ufam
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) anunciou que as atividades acadêmicas e administrativas serão realizadas de forma remota até o dia 31 de agosto, em decorrência da densa fumaça proveniente de queimadas que tem encoberto Manaus nos últimos dias. A medida foi oficializada por meio de uma portaria assinada pelo reitor Sylvio Puga, publicada na terça-feira, 27 de agosto.
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A decisão foi tomada após a constatação de que a qualidade do ar em Manaus alcançou níveis alarmantes. Segundo a Ufam, a qualidade do ar na capital amazonense está muito ruim, o que representa um risco significativo para a saúde da comunidade acadêmica. “Autorizar, em caráter excepcional, no âmbito da Universidade Federal do Amazonas, que as atividades acadêmicas e administrativas possam ser realizadas de forma remota, no período de 28/08/2024 a 31/08/2024, em razão das condições climáticas no Estado do Amazonas, que alteram a qualidade de ar. Parágrafo único – Ficam mantidas as atividades essenciais”, declara o reitor em um trecho da portaria.
Veja documento:PORTARIA-No-1647-SEI_23105.037457_2024_82-1
A fumaça que atualmente cobre a cidade teve início no último domingo, 25 de agosto, e tem se intensificado nos dias subsequentes. Nesta quarta-feira, 28 de agosto, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou a qualidade do ar em Manaus como “péssima”, reforçando a necessidade de medidas emergenciais para proteger a saúde pública.
As aulas via internet e o trabalho remoto, adotados pela Ufam, abrangem todas as unidades da universidade em Manaus e também os campi localizados em outros municípios do Amazonas que estejam sofrendo com os efeitos da fumaça. A exceção, conforme informado, são as atividades consideradas essenciais, que continuarão a ocorrer de forma presencial, mas com restrições e cuidados redobrados.
A mudança para o modelo remoto foi recebida com alívio por parte da comunidade acadêmica, especialmente devido às preocupações com problemas respiratórios e outras complicações de saúde agravadas pela má qualidade do ar.
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