Um mês após naufrágio de lancha em Manaus, cinco pessoas ainda seguem desaparecidas
Tragédia com a embarcação Lima Abreu ocorreu no Encontro das Águas e deixou mortos, desaparecidos e dezenas de sobreviventes.

Foto: Reprodução
Resumo:
Um mês após o naufrágio da lancha Lima Abreu, ocorrido no Encontro das Águas, em Manaus, familiares das vítimas ainda aguardam respostas. Cinco pessoas continuam desaparecidas e as buscas seguem sendo realizadas por equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha.
Notícias do Amazonas – Completa-se nesta sexta-feira (13) um mês do naufrágio da lancha Lima Abreu, ocorrido na região do Encontro das Águas, em Manaus. O acidente, registrado no dia 13 de fevereiro, é considerado uma das maiores tragédias recentes nos rios do Amazonas.
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Na ocasião, a embarcação afundou com dezenas de pessoas a bordo, provocando uma grande operação de resgate. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida, enquanto outras vítimas não tiveram a mesma sorte.
Mesmo após um mês do acidente, cinco pessoas ainda continuam desaparecidas, o que mantém familiares em um cenário de angústia e incerteza.
Leia também: Familiares aguardam retirada da lancha Lima de Abreu do Rio Negro e cobram respostas

(Foto: Divulgação)
Buscas continuam
Desde o dia da tragédia, equipes do Corpo de Bombeiros do Amazonas e da Marinha do Brasil atuam em uma força-tarefa para localizar os desaparecidos.
As buscas foram realizadas ao longo de todo o último mês, com varreduras no rio e operações com mergulhadores na área do acidente. Apesar do trabalho contínuo, até o momento nenhuma das vítimas desaparecidas foi localizada.
A falta de respostas tem gerado grande apreensão entre os familiares, que aguardam por qualquer informação que ajude a esclarecer o destino dos entes queridos.
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(Foto: Divulgação)
Expectativa pela retirada da lancha
Uma das principais esperanças das famílias é a retirada da embarcação do fundo do rio, já que existe a possibilidade de que vítimas tenham ficado presas no interior da lancha após o naufrágio.
Nos últimos dias, informações sobre uma possível operação para retirar a embarcação chegaram a circular entre os familiares, levando alguns deles até o porto da Ceasa, em Manaus. No entanto, até agora a retirada ainda não conseguiu ser concluída.
Autoridades já indicaram que a operação envolve grande complexidade logística, devido à profundidade do rio e ao peso da embarcação, o que dificulta a execução da manobra.

Guindaste utilizado para a retirada da lancha. FOTO: Reprodução/ AM POST
Investigação sobre o acidente
Paralelamente às buscas, a Polícia Civil do Amazonas abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do naufrágio.
O comandante da lancha chegou a ser indiciado e preso, suspeito de responsabilidade no acidente. As investigações buscam esclarecer fatores como possível excesso de velocidade, condições da embarcação e eventuais falhas de segurança.

Comandante de lancha que naufragou no AM (Foto: Divulgação)
Luto ainda sem respostas
Para muitas famílias, a tragédia ainda está longe de terminar. Sem a localização dos desaparecidos, parentes afirmam viver um luto marcado pela incerteza, sem a possibilidade de realizar despedidas ou sepultamentos.
Mesmo após um mês do acidente, a expectativa é que as buscas continuem até que novas respostas sejam encontradas sobre o que aconteceu naquela tarde no Encontro das Águas.
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