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Urgente: Amazônia e Pantanal têm piores queimadas das últimas duas décadas

Amazônia e Pantanal enfrentam as piores queimadas em 20 anos, com emissões recordes de carbono e devastação de áreas nativas, aponta relatório do CAMS.

Por michael

25/09/2024 às 09:44 - Atualizado em 25/09/2024 às 09:45

queimadas na Amazônia e no Pantanal

Foto: freepik

As queimadas na Amazônia e no Pantanal têm sido motivo de crescente preocupação global, com dados alarmantes que revelam o impacto devastador desses incêndios. Segundo o Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (CAMS), uma agência da União Europeia, 2024 registra as piores queimadas nos últimos 20 anos nesses dois biomas essenciais. Este artigo oferece uma análise detalhada dos fatores que contribuem para essa crise e como ela afeta o clima global.

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Emissões de Carbono em Níveis Recordes

De acordo com o CAMS, as emissões de carbono resultantes dos incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal estão “consistentemente acima da média”. O Brasil emitiu aproximadamente 183 megatoneladas de carbono entre 1º de janeiro e 19 de setembro de 2024. Destas, 65 megatoneladas foram liberadas apenas em setembro, quando as queimadas se intensificaram, refletindo a gravidade da situação.

O impacto das queimadas vai além das fronteiras dos biomas, afetando a qualidade do ar em várias regiões do continente sul-americano. A fumaça já alcançou áreas distantes como o Estado de São Paulo e até o Oceano Atlântico, o que evidencia a dimensão da crise.

Causas das Queimadas: Fatores Climáticos e Humanos

As queimadas na Amazônia e no Pantanal, embora comuns durante o período de seca entre julho e setembro, estão agora em níveis “fora do comum”. O relatório do CAMS aponta para fatores como temperaturas extremamente altas e longos períodos de seca, que têm deixado o solo com baixíssima umidade. Esses fatores, agravados pelas mudanças climáticas globais, estão contribuindo enormemente para a propagação descontrolada dos incêndios.

A ONG WWF-Brasil já havia alertado que o número de focos de incêndio no Pantanal e no Cerrado em 2024 ultrapassou qualquer recorde desde o início das medições do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Pantanal, por exemplo, registrou um aumento de 22 vezes no número de queimadas durante os primeiros seis meses do ano em comparação com 2023. Na Amazônia, o crescimento foi de 76%.

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Impacto na Vegetação Nativa

Um dos dados mais alarmantes deste cenário é o aumento das queimadas em áreas de vegetação nativa, algo incomum até mesmo para padrões anteriores. De acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a rede MapBiomas, em agosto de 2024, a área de floresta nativa afetada pelo fogo aumentou 132% em relação ao ano passado.

Tradicionalmente, as queimadas se concentram em áreas já desmatadas, onde o fogo é utilizado para abrir pastagens ou ocupar terras de forma irregular. No entanto, em 2024, um terço das áreas queimadas na Amazônia e no Pantanal são compostas por vegetação nativa, o que representa uma ameaça significativa à biodiversidade. Para fins de comparação, em 2019, apenas 12% das áreas queimadas eram de florestas “originais”; em 2024, esse número saltou para 34%.

Medidas do Governo Federal

Em resposta à crise, o governo brasileiro anunciou um crédito extraordinário de R$ 514,5 milhões para combater os incêndios florestais e fortalecer os órgãos de fiscalização e controle. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a emergência climática elevou em até 20 vezes a probabilidade de condições que intensificam as queimadas na Amazônia Ocidental.

No Pantanal, a situação também é crítica. O ministério informou que as mudanças climáticas aumentaram em cerca de 40% a incidência de incêndios florestais em junho. Essas informações ressaltam a necessidade de ações rápidas e coordenadas para evitar que a situação piore ainda mais.

As queimadas na Amazônia e no Pantanal em 2024 são um claro reflexo das mudanças climáticas globais e das falhas na proteção ambiental no Brasil. Enquanto os incêndios têm causado danos irreparáveis à biodiversidade e à saúde pública, eles também servem como um lembrete de que ações preventivas e políticas ambientais mais rigorosas são essenciais. Sem essas mudanças, o país continuará a enfrentar crises cada vez mais intensas e com impactos devastadores para todo o planeta.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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