Vice-governador critica veto de Lula que atinge BR-319 e diz que AM “continuará pagando mais caro”
Em vídeo publicado nas redes sociais, Tadeu de Souza afirmou que a decisão federal mantém o Amazonas em um ciclo de exclusão e custos elevados.
- Vice-governador critica veto de Lula que atinge BR-319 e diz que AM “continuará pagando mais caro” (Reprodução)
Notícias de Política – O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), criticou nesta terça-feira, 26, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei conhecido como PL da Devastação, que poderia destravar obras na BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Em vídeo publicado nas redes sociais, Tadeu afirmou que a decisão federal mantém o Amazonas em um ciclo de exclusão e custos elevados.
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Sem citar Lula, Tadeu de Souza afirmou: “Recentemente, vetos presidenciais à lei de licenciamento ambiental travaram mais uma vez as obras da BR-319, o que significa que o Amazonas vai continuar pagando mais caro pelo transporte, além de manter comunidades inteiras isoladas por uma decisão que ignora a nossa realidade”.
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“BR-319 não é apenas uma rodovia, mas um símbolo de um sonho coletivo. Eu publiquei recentemente um artigo no site do Poder360 porque vejo que é preciso estrada. Ela já existe, já foi asfaltada no passado, e a reconstrução de um trecho de pouco mais de 400 km já deveria ser uma questão superada há décadas, mas hoje, por burocracia e ideologia, o Amazonas ainda é obrigado a discutir o que para qualquer outro estado da Federação seria apenas a manutenção de uma rodovia federal”.
Tadeu de Souza criticou o impedimento de manutenção do trecho do meio da BR-319, que opera de forma limitada:
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“A BR operou por pouco mais de 12 anos e estamos há 37 anos impedidos de dar manutenção no trecho do meio por passos ambientais. Podemos até ter vocação por transporte rodoviário, mas nossos rios volumosos simplesmente desaparecem em 90 dias de estiagem, como aconteceu recentemente. Durante a seca, isso encarece a logística, chegando a aumentar 90% o custo do transporte”.
No vídeo, Tadeu também destacou que existem soluções técnicas que poderiam conciliar a preservação ambiental com a recuperação da rodovia, incluindo o uso de ciência, tecnologia e participação das comunidades locais:
“Seja qual for a área protegida no trecho do meio, de competência da União, é possível superar os entraves com participação do Ministério da Justiça, Polícia Federal, Força Nacional, Ministério da Defesa, Exército, Ministério dos Transportes e do IBAMA. Manter a BR-319 como está hoje significa condenar o Amazonas a um ciclo de exclusão”.
Confira:
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