Vice-prefeito de Presidente Figueiredo é condenado em ação sobre fraude em licitações
Decisão da justiça também atinge o ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, René Coimbra.
- Foto: Diculgação
Resumo
A Justiça do Amazonas condenou o ex-prefeito René Coimbra São Gabriel da Cachoeira e o vice-prefeito Marcelo Palhano de Presidente Figueiredo, por fraude em licitação e desvio de recursos em São Gabriel da Cachoeira. O esquema envolveu manipulação de edital, favorecimento de empresa e movimentações financeiras suspeitas.
Notícias do Amazonas – A Justiça do Amazonas condenou o ex-prefeito René Coimbra e o atual vice-prefeito Marcelo Palhano por participação em um esquema de fraude em licitação que envolveu recursos públicos destinados à limpeza urbana em São Gabriel da Cachoeira.
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A decisão detalha irregularidades no Pregão Presencial nº 021/2013, avaliado em cerca de R$ 1,15 milhão, e aponta manipulação do processo para favorecer uma empresa específica.
Edital alterado e concorrência comprometida
Segundo a sentença, o edital da licitação teria sido modificado no mesmo dia da abertura do certame, o que inviabilizou a adaptação de propostas por outras empresas interessadas.
A decisão destaca que houve desclassificação direcionada de concorrentes, como forma de garantir a permanência da empresa EcoAgro Comércio e Serviços Ambientais LTDA no processo.
“Houve comprometimento do caráter competitivo do certame por meio de alterações e desclassificações direcionadas”, aponta o documento judicial.
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Relações familiares e empresariais no centro do esquema
As investigações identificaram vínculos familiares entre os envolvidos, indicando uma atuação coordenada. O pregoeiro responsável pelo certame é apontado como parente do então prefeito, enquanto outros investigados mantinham conexões societárias e administrativas com as empresas envolvidas.
Também foram identificadas ligações entre a empresa vencedora e outra companhia associada a familiares do ex-prefeito, incluindo transferências financeiras consideradas suspeitas.
Estrutura operacional da empresa foi questionada
De acordo com a perícia, a empresa contratada não possuía estrutura própria para executar os serviços de limpeza urbana. Para viabilizar o contrato, teria firmado um acordo emergencial de locação de equipamentos poucos dias antes da licitação.
Relatórios técnicos apontaram movimentações financeiras incompatíveis com relações comerciais independentes, reforçando a suspeita de conluio entre agentes públicos e empresários.
Condenação inclui penas e suspensão de direitos políticos
Além de René Coimbra e Marcelo Palhano, outros envolvidos também foram condenados.
As penas variam entre pouco mais de dois a três anos de detenção, além de multas. No entanto, as penas privativas de liberdade foram convertidas em medidas restritivas de direitos, como prestação de serviços comunitários e pagamento de valores que podem chegar a R$ 50 mil.
A decisão também determina a suspensão dos direitos políticos dos condenados.
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