Vídeo: Polícia Federal e CNJ deflagram operação no gabinete do desembargador Elci Simões em Manaus
Paralelamente, outra equipe da PF e do CNJ esteve no gabinete do juiz Jean Pimentel, em Presidente Figueiredo.
- (Foto: reprodução)
Na manhã desta segunda-feira (24), agentes da Polícia Federal (PF) realizaram uma operação no gabinete do desembargador Elci Simões de Oliveira, localizado na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus. A ação contou com o acompanhamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também participou da investigação conduzida pela superintendência da PF no Distrito Federal, com apoio dos agentes no Amazonas.
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A operação ocorre após a decisão do corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, que determinou o afastamento cautelar do desembargador Elci Simões de Oliveira e do juiz titular da Vara Única da Comarca de Presidente Figueiredo, Jean Carlos Pimentel dos Santos. A decisão foi tomada na última sexta-feira (21) e os gabinetes dos magistrados foram interditados por ordem do CNJ desde então.
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— AM POST (@portalampost) February 24, 2025
Paralelamente, outra equipe da PF e do CNJ esteve no gabinete do juiz Jean Pimentel, em Presidente Figueiredo, onde também foram realizadas buscas. Nos dois locais, os agentes apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos, que serão encaminhados para análise pericial em Brasília.
As investigações tiveram início após uma denúncia formal da Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.), que apontou possíveis irregularidades cometidas pelos magistrados. Segundo a empresa, os investigados podem ter autorizado documentos que permitiram a retirada de quase R$ 150 milhões de suas contas, o que motivou o início da apuração.
Outro ponto que levanta suspeitas é uma transação financeira milionária realizada dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro Aleixo, em Manaus. O banco teria aberto suas portas de forma excepcional às 20h para a operação. A Polícia Federal já possui imagens do episódio, que serão usadas nas investigações.
Desde o afastamento, os magistrados estão proibidos de acessar seus gabinetes, medida que foi reforçada com faixas e avisos de interdição fixados nas portas. A PF e o CNJ seguem analisando os materiais apreendidos para aprofundar as investigações sobre o caso.
- Foto: divulgação
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