Wilson Lima critica decisão da Receita Federal e diz que ataque à Zona Franca é inadmissível
Ex-governador do Amazonas e pré-candidato ao Senado afirmou que eventual mudança nos incentivos fiscais coloca em risco empregos no AM.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
- O que aconteceu: Wilson Lima publicou um vídeo em defesa da Zona Franca de Manaus nesta quarta-feira (1º).
- Principal crítica: O ex-governador afirmou que uma iniciativa da Receita Federal ameaça os incentivos fiscais do modelo econômico.
- Argumento: Segundo Wilson, qualquer alteração pode comprometer milhares de empregos no Amazonas.
- O que destacou: Ele lembrou ações adotadas durante sua gestão para fortalecer a competitividade da Zona Franca.
Notícias do Amazonas – O ex-governador do Amazonas e pré-candidato ao Senado, Wilson Lima, utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (1º) para se posicionar em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM). Na publicação, ele criticou decisão da Receita Federal de reduzir o alcance da alíquota zero de PIS e Cofins nas operações destinadas à Zona Franca de Manaus, medida que representa um grave prejuízo à competitividade da indústria amazonense e precisa ser revista com urgência.
Na prática, fornecedores localizados em outros estados que enviam peças, componentes, matérias-primas e insumos para as fábricas instaladas em Manaus deixam de contar com a alíquota zero de PIS e Cofins em diversas operações. O resultado é direto: produzir na Zona Franca ficará mais caro.
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“Mais uma vez, atacam e ameaçam destruir a Zona Franca de Manaus. É preocupante e inadmissível que a Receita Federal, numa atitude isolada, ameace os incentivos da nossa Zona Franca, colocando em risco milhares de empregos.“
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O que Wilson Lima disse sobre a atuação da Receita Federal
No vídeo, Wilson afirmou que uma eventual mudança nos incentivos fiscais desconsideraria decisões tomadas por diferentes instituições e comprometeria a segurança jurídica das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
“Como se ela passasse por cima do que foi decidido pelo Congresso Nacional, pelo STJ, pelo Supremo Tribunal Federal e pelo esforço que foi feito pelo povo do Estado para garantir e colocar de pé o principal modelo econômico.“
Na prática, a medida aumenta o custo de componentes, peças e matérias-primas enviados de outros estados para as fábricas instaladas em Manaus. Esse benefício tributário sempre existiu para compensar as desvantagens logísticas da região e garantir condições mínimas de competitividade para um modelo econômico protegido pela Constituição. O resultado é direto: produzir na Zona Franca ficará mais caro.
Quais ações Wilson Lima destacou de sua gestão
Ao defender a manutenção dos incentivos da Zona Franca, Wilson Lima afirmou que, durante o período em que governou o Amazonas, trabalhou para ampliar a competitividade do modelo econômico.
Segundo ele, uma das medidas adotadas foi a reforma tributária estadual voltada à preservação dos incentivos destinados às empresas instaladas no Polo Industrial.
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“Como governador, trabalhei muito para garantir competitividade e segurança jurídica para os empreendedores. Fizemos a reforma tributária do Estado para garantir os incentivos estaduais a esses empreendimentos.”
O ex-governador também afirmou que, entre 2019 e 2025, foram criados aproximadamente 40 mil novos postos de trabalho no Amazonas.
Por que a Zona Franca de Manaus é considerada estratégica
O aumento dos custos recai justamente sobre um modelo econômico criado para compensar as enormes desvantagens logísticas da Amazônia. Setores estratégicos, como os de televisores, motocicletas, celulares, aparelhos de ar-condicionado e eletroeletrônicos, passam a absorver uma carga tributária maior sobre sua cadeia de suprimentos, reduzindo competitividade, pressionando investimentos e, inevitavelmente, impactando o preço final dos produtos.
Criada para promover o desenvolvimento econômico da Amazônia, a Zona Franca de Manaus reúne centenas de indústrias responsáveis por uma parcela significativa da geração de empregos formais no estado.
Entre os principais impactos do modelo estão:
- geração de empregos diretos e indiretos;
- arrecadação de tributos estaduais e federais;
- atração de investimentos para o Amazonas;
- incentivo à preservação ambiental por meio da concentração da atividade industrial.
Por isso, discussões envolvendo incentivos fiscais da ZFM costumam mobilizar representantes políticos, empresários e entidades do setor produtivo.
A Nota Cosit nº 141/2026 gera insegurança jurídica ao restringir um incentivo tributário que há décadas integra a estrutura de proteção econômica da Zona Franca de Manaus.
Ao concluir a publicação, Wilson Lima reafirmou seu posicionamento em defesa da Zona Franca de Manaus e disse que continuará atuando pela manutenção do modelo econômico.
“Sou e continuarei sendo um defensor da Zona Franca de Manaus e o Estado do Amazonas não pode aceitar esse tipo de interferência.”
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