Wilson Lima recebe tratamento diferenciado no STJ de magistrada próxima a família Bolsonaro, diz site

A magistrada negou pedido de prisão feito pela PF e o afastamento do cargo nem foi cogitado.

Redação AM POST

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) tem tido tratamento diferenciado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo – responsável pelas investigações do chamado “Covidão” – e não teve a mesma sorte que o seu correligionário e governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) que foi afastado do cargo pela magistrada. A informação é do site O Antagonista.

Lindôra é apontada como próxima a família Bolsonaro, de quem Witzel se tornou inimigo e Lima tem bom relacionamento, tanto que os filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), senador Flávio (Republicanos) e o deputado federal Eduardo (PSL), prestigiaram nessa sexta-feira (18) às obras de expansão do Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.

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Os dois governadores são investigados por fraudes em compras emergenciais para enfrentamento da pandemia de Covid-19. Enquanto Witzel foi afastado do cargo e teve a prisão solicitada por Lindôra – mas negada pelo ministro Benedito Gonçalves -, Lima foi poupado.

A subprocuradora negou pedido de prisão feito pela PF a Wilson Lima, no que foi seguida pelo ministro-relator Francisco Falcão, e o afastamento do cargo nem foi cogitado.

“Os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governador do estado do Amazonas, o qual detém o domínio completo e final não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos têm sido praticados”, comentou a magistrada sobre envolvimento de Wilson Lima em suposto esquema de fraude e desvio na compra de respiradores para ajudar no enfrentamento à Covid-19 no Estado.

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