Zona Franca de Manaus chega aos 59 anos com R$ 19,9 bilhões em novos investimentos
Com R$ 19,94 bilhões em investimentos aprovados entre 2023 e 2025, o modelo ampliou a atração industrial.
- Foto: Divulgação
Resumo
A Zona Franca de Manaus completa 59 anos com R$ 19,9 bilhões em investimentos aprovados entre 2023 e 2025. O modelo fortaleceu a geração de empregos e passou a financiar educação, crédito e inovação, consolidando-se como estratégia central de desenvolvimento regional no Amazonas.
Notícias do Amazonas – A Zona Franca de Manaus chega aos 59 anos consolidada como um dos principais motores do desenvolvimento econômico do Amazonas. Com R$ 19,94 bilhões em investimentos aprovados entre 2023 e 2025, o modelo ampliou a atração industrial e fortaleceu políticas públicas nas áreas de educação, crédito produtivo, inovação e interiorização do crescimento.
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Mais do que um polo industrial, a política passou a operar como um ciclo estruturado que conecta produção, geração de empregos, formação de capital humano e estímulo à pesquisa aplicada, ampliando os efeitos do desenvolvimento regional.
Projetos industriais em expansão
No centro dessa dinâmica está o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), responsável por analisar e aprovar propostas de empresas interessadas em se instalar ou ampliar operações no estado.
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Durante a atual gestão do governador Wilson Lima, sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), foram aprovados 840 projetos industriais entre 2023 e 2025 — crescimento relevante em relação ao ciclo anterior, que registrou 673 aprovações.
O avanço também se refletiu no mercado de trabalho. Os projetos aprovados preveem 24.618 novos postos de trabalho, superando o período anterior, além da elevação da mão de obra total prevista para 36.149 empregos.
Contrapartidas que retornam à sociedade
O acesso aos incentivos fiscais da Zona Franca está condicionado a compromissos assumidos pelas empresas beneficiadas. Entre eles estão metas de geração de empregos, investimentos produtivos e aportes em fundos estratégicos.
Parte desses recursos abastece o Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), voltado a projetos estruturantes no estado.
Outro instrumento é o Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Amazonas (FMPES), administrado pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), que viabiliza crédito orientado para pequenos negócios e cadeias produtivas locais.
Segundo o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, o incentivo fiscal faz parte de um modelo mais amplo de responsabilidade econômica.
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“O que buscamos é garantir que a riqueza gerada pelo Polo Industrial retorne para a população, seja em crédito ao pequeno empreendedor, investimentos em pesquisa ou recursos para o interior”, afirmou.
UEA: indústria financiando conhecimento
Um dos exemplos mais claros do retorno social do modelo é a Universidade do Estado do Amazonas.
Em 2026, cerca de 97,7% do orçamento autorizado da universidade é proveniente de recursos vinculados à Zona Franca. Entre 2023 e 2025, os valores empenhados saltaram de R$ 658,2 milhões para R$ 890,1 milhões.
Atualmente, mais de 26 mil estudantes — entre graduação e pós-graduação — são atendidos com esses recursos, evidenciando a conexão direta entre política industrial e formação de capital humano.
Além disso, empresas do Polo Industrial de Manaus realizam investimentos obrigatórios em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), fortalecendo parcerias com universidades e centros de pesquisa locais.
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Crédito e interiorização da economia
No segundo mandato de Wilson Lima, a Afeam já aplicou mais de R$ 915 milhões em crédito, distribuídos em 45.960 operações. A meta do governo é alcançar R$ 1 bilhão em financiamentos voltados a pequenos empreendedores, setor primário, turismo e empresas de base tecnológica.
Desde 2019, o volume total liberado já supera R$ 1,48 bilhão.
Para o diretor-presidente da Afeam, Marcos Vinícius Castro, a prioridade é ampliar o alcance dos recursos.
“Nosso compromisso é fazer com que o crédito chegue a quem realmente precisa, com critérios técnicos e transparência, alcançando todos os municípios do Amazonas”, destacou.
Inovação ganha espaço no Polo Industrial
O perfil dos projetos aprovados também indica uma mudança qualitativa no Polo Industrial. Um dos exemplos recentes é o projeto da empresa Livoltek, voltado à produção de motores para embarcações elétricas — as chamadas rabetas elétricas.
A tecnologia promete reduzir emissão de poluentes, ruído e custos operacionais, além de permitir integração com sistemas de energia renovável.
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Para trabalhadores da região, como o pescador Adalgiso Silveira de Oliveira, a inovação já traz impactos práticos no dia a dia, principalmente na redução de gastos com combustível e na diminuição do ruído nos rios.
Próxima fronteira: indústria e bioeconomia
O governo estadual também avança na integração entre o modelo industrial e a economia da floresta. Em novembro de 2025, foi lançado o Plano Estadual de Bioeconomia, construído com participação dos 62 municípios, pesquisadores e comunidades tradicionais.
A proposta é estruturar uma economia de baixo carbono baseada na sociobiodiversidade amazônica, utilizando a base financeira gerada pelo Polo Industrial para impulsionar inovação aplicada à floresta.
Segundo Serafim Corrêa, a estratégia não substitui a indústria, mas amplia sua função.
“A engrenagem permanece: investimento produtivo gera arrecadação; a arrecadação financia conhecimento, crédito e inovação; e esses elementos sustentam uma economia mais diversificada e resiliente”, afirmou.
Estratégia de longo prazo
Ao completar 59 anos, a Zona Franca de Manaus reforça seu papel como política de Estado voltada ao desenvolvimento regional. O desafio, segundo o governo, é aprimorar continuamente o modelo, garantindo eficiência, transparência e alinhamento com as agendas globais de sustentabilidade.
A aposta é clara: transformar investimento industrial em oportunidades sociais e consolidar um futuro em que indústria e floresta avancem de forma complementar no Amazonas.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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