União Europeia anuncia durante a COP30 doação de R$124 milhões ao Fundo Amazônia
Criado em 2008, o Fundo Amazônia já soma mais de R$ 4 bilhões em doações e é administrado pelo BNDES.
- Noruega formaliza nova doação de mais de R$ 270 milhões ao Fundo Amazônia, diz BNDES-Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Durante a COP30, realizada em Belém, a União Europeia anunciou oficialmente, nesta quinta-feira (13), uma doação de 20 milhões de euros (cerca de R$ 124 milhões) ao Fundo Amazônia, mecanismo que financia ações de preservação ambiental e combate ao desmatamento na Amazônia brasileira.
O aporte, que já havia sido sinalizado em 2023 e confirmado por meio de uma carta de intenções assinada em julho, durante o IV Fórum Brasil–União Europeia, simboliza o fortalecimento da cooperação internacional em torno da agenda climática e da transição ecológica.
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De acordo com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, o gesto tem peso político e simbólico relevante.
“Essa sinalização é muito importante, porque representa uma contribuição conjunta dos 27 países da União Europeia. Dá respaldo e credibilidade ao Fundo Amazônia, que se consolidou pela gestão transparente, eficiente e responsável diante da dramática crise climática do planeta”, afirmou Mercadante.
Fundo Amazônia: motor do financiamento verde
Criado em 2008, o Fundo Amazônia já soma mais de R$ 4 bilhões em doações e é administrado pelo BNDES. Ele financia projetos de combate ao desmatamento ilegal, de manejo florestal sustentável e de apoio a comunidades tradicionais que vivem da floresta.
A Noruega é atualmente o maior doador, com mais de R$ 3,4 bilhões investidos, seguida pela Alemanha e, agora, pela União Europeia. O Fundo é considerado uma das principais referências internacionais em governança ambiental e transparência na aplicação de recursos climáticos.
Segundo fontes do Ministério do Meio Ambiente, os novos recursos deverão ser destinados a projetos de infraestrutura verde, monitoramento ambiental e ações de proteção da biodiversidade, com prioridade para áreas críticas de desmatamento nos estados do Norte.
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Marina Silva reforça papel da Amazônia na agenda global
Mais cedo, durante o lançamento de outro programa de combate ao desmatamento financiado pelo BNDES, a ministra Marina Silva destacou que a chegada de novos aportes internacionais representa não apenas uma injeção financeira, mas também uma oportunidade de reposicionar o Brasil como protagonista na agenda ambiental global.
“Temos a expectativa de trabalhar ações voltadas à criação de áreas protegidas conectadas, que criem sinergias. Queremos uma agenda de desenvolvimento sustentável, infraestrutura verde e resiliente, combate à criminalidade e proteção da biodiversidade”, disse a ministra.
Marina também comentou que o país está construindo um “mapa do caminho” para conciliar o uso racional dos recursos naturais, incluindo o petróleo, com metas de neutralidade de carbono.
A COP30 e o papel do Brasil
Esta é a primeira vez que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas ocorre na Amazônia, e o governo brasileiro tem aproveitado o evento para atrair investimentos internacionais voltados à transição ecológica e ao financiamento de políticas públicas sustentáveis.
O governo federal tem defendido que o Brasil seja um “líder do Sul Global” na pauta climática, com foco em reflorestamento, energias limpas e compensações financeiras para países em desenvolvimento que protegem florestas tropicais.
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