1º brasileiro a chefiar a Interpol afirma que combate ao abuso de crianças pela internet será prioridade
Com a confirmação, ele se mudará para Lyon, na França, sede da instituição, junto com sua família.
O maranhense Valdecy Urquiza, de 43 anos, está prestes a fazer história ao ser confirmado como secretário-geral da Interpol em novembro, tornando-se o primeiro brasileiro – e o primeiro cidadão de um país em desenvolvimento – a liderar a maior organização policial do mundo, que atualmente conta com 196 países membros.
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Urquiza será o nono secretário-geral da instituição, que, ao longo de seus mais de 100 anos, foi chefiada por apenas oito pessoas, todas de países desenvolvidos, incluindo quatro franceses, um austríaco, um britânico, um alemão e um norte-americano.
Nascido em São Luís, filho de um bacharel em direito, Urquiza seguiu os passos do pai e graduou-se em direito em Fortaleza. Em 2004, ingressou na Polícia Federal (PF) por meio de concurso público. Três anos depois, retornou a São Luís, onde começou a atuar como delegado na delegacia de crimes ambientais.
Foi durante esse período que Urquiza desenvolveu um interesse pela cooperação internacional, ao se deparar com crimes que ultrapassavam fronteiras, como fraudes cibernéticas e lavagem de dinheiro.
Em 2015, ele assumiu a chefia do escritório nacional da Interpol no Brasil, localizado em Brasília. Três anos depois, foi transferido para a sede da organização na França, onde ocupou os cargos de diretor-adjunto para comunidades vulneráveis e diretor de combate ao crime organizado na Secretaria-Geral. Ao retornar ao Brasil em 2021, Urquiza retomou suas atividades na PF focadas em cooperação internacional e foi eleito vice-presidente das Américas do Comitê Executivo da Interpol, cargo que ocupa até hoje.
A indicação de Urquiza para o cargo de secretário-geral foi feita pelo Comitê Executivo da Interpol. Com a confirmação, ele se mudará para Lyon, na França, sede da instituição, junto com sua família.
Entre suas prioridades no novo cargo, Urquiza destacou o combate global ao abuso infantil online e o fortalecimento das capacidades dos países em desenvolvimento por meio de novas tecnologias de combate ao crime. “Um dos temas que mais tem se destacado é justamente a exploração sexual de crianças através da internet. E isso exige uma resposta global”, afirmou.
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