Mourão critica Lula por priorizar diálogo com China, Índia e Rússia em meio a crise com os EUA: “sandálias da humildade”
Por meio de uma publicação na rede social X, senadorquestionou a estratégia adotada pelo governo petista.
- Foto: © Alan Santos/PR
Notícias do Brasil – O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), criticou nesta terça-feira (12) a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.
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Por meio de uma publicação na rede social X, Mourão questionou a estratégia adotada pelo governo petista, que tem reforçado o diálogo com países como China, Índia e Rússia, enquanto a relação com Washington enfrenta impasse.
“Em meio a uma crise diplomática com os EUA, ao invés de buscar distensionar, Lula incrementa o diálogo com China, Índia e Rússia… Qual o objetivo dessa manobra ‘diplomática’?”, escreveu o senador. Ele ainda sugeriu que o presidente adote uma postura mais conciliadora: “Não seria mais fácil ‘vestir as sandálias da humildade’ e buscar uma solução negociada com o governo [do presidente dos EUA, Donald] Trump?”
A tensão comercial ganhou força no dia 6 de agosto, quando entrou em vigor a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados para o país. Embora quase 700 itens tenham ficado de fora, mantendo a alíquota de 10% anunciada em abril, o aumento afeta setores estratégicos da economia brasileira.
Até o momento, não há sinais concretos de que as negociações para reverter o tarifaço estejam avançando. Lula afirmou em diferentes ocasiões que não pretende telefonar para Donald Trump para tratar do assunto.
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A crise ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (11) quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), revelou que a reunião marcada com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, foi cancelada. O encontro seria uma das poucas oportunidades recentes para tratar diretamente da questão tarifária.
Especialistas apontam que a ampliação dos laços comerciais com China, Índia e Rússia pode reforçar o posicionamento do Brasil no cenário geopolítico, mas também pode ser interpretada como um afastamento estratégico dos Estados Unidos, principal parceiro econômico do país em determinados segmentos.
Enquanto isso, setores produtivos pressionam o governo por soluções rápidas, alegando que o impacto das novas tarifas já começa a ser sentido nas exportações e no fluxo de investimentos.
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