“Acidente mandrake”, afirma Bolsonaro sobre queda de Lula no banheiro
O acidente doméstico de Lula ocorreu no sábado (19/10), quando o presidente sofreu uma queda no banheiro.

Foto: Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser o centro das atenções ao comentar o acidente doméstico que deixou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ferimentos na cabeça, resultando no cancelamento de sua participação na 16ª Cúpula dos Brics. Durante uma coletiva de imprensa realizada neste domingo (27/10) em Goiânia, Bolsonaro classificou o incidente como um “acidente mandrake”, uma expressão que sugere desconfiança sobre a veracidade do ocorrido.
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“Por que que o Lula não foi lá no Brics? Quando aconteceu, eu botei na minha rede de ‘zap’ que era, no meu entendimento, um acidente mandrake para não se encontrar com o Maduro [Nicolás Maduro, presidente da Venezuela]”, afirmou Bolsonaro. O ex-presidente insinuou que a queda foi uma desculpa para evitar um encontro com o líder venezuelano, que, segundo ele, já havia pressionado Lula a reconhecer os resultados da eleição na Venezuela. “Afinal de contas, o Maduro já falou com o Lula: ‘Reconheça logo [o resultado da eleição na Venezuela], se não eu conto como foram as eleições no Brasil’”, completou.
A ironia de Bolsonaro não passou despercebida e gerou uma onda de reações nas redes sociais. Seus apoiadores veem a declaração como uma crítica legítima ao atual governo, enquanto opositores acusam o ex-presidente de falta de empatia e de tentar deslegitimar um incidente sério. As palavras de Bolsonaro, que usou a gíria “mandrake” — uma expressão popularmente associada a falsários e fraudes — foram vistas como uma tentativa de desacreditar o acidente de Lula, o que elevou a temperatura do debate político.
O acidente doméstico de Lula ocorreu no sábado (19/10), quando o presidente sofreu uma queda no banheiro, resultando em um ferimento corto-contuso na região occipital, ou seja, na parte de trás da cabeça. Após receber atendimento médico, foi aconselhado a não realizar viagens longas, o que o impediu de participar da importante cúpula que reúne países emergentes e que discutiria questões globais.
As críticas de Bolsonaro também se dirigiram à condução das eleições no Brasil, onde ele voltou a afirmar que as eleições de 2022 foram “limpíssimas”, mencionando a declaração do presidente venezuelano sobre as desconfianças em relação aos processos eleitorais em ambos os países. Essa alusão ao contexto eleitoral gera ainda mais polêmica, especialmente em um cenário onde a confiança nas instituições democráticas tem sido frequentemente debatida.
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