Ações da Hapvida despencam 30% e acendem alerta sobre risco financeiro da empresa, aponta JPMorgan
Os papéis, que chegaram a subir 9% acima do Ibovespa, voltaram a níveis próximos das mínimas históricas, negociados a R$ 31,46.
- Foto: divulgação
Notícias do Brasil – As ações da Hapvida (HAPV3) vivem um dos piores momentos dos últimos anos, com queda acumulada de cerca de 30% após breve recuperação no segundo trimestre de 2025. O movimento acendeu um sinal de alerta entre investidores, que temem que a operadora de saúde esteja enfrentando risco crescente de desequilíbrio financeiro.
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De acordo com o JPMorgan, a companhia enfrenta fortes pressões sobre rentabilidade e margens, mesmo após resultados que superaram as expectativas no trimestre passado. Os papéis, que chegaram a subir 9% acima do Ibovespa, voltaram a níveis próximos das mínimas históricas, negociados a R$ 31,46 por volta das 12h30 desta terça-feira (11).
Concorrência e custos ameaçam sustentabilidade
O relatório do banco aponta que a sinistralidade médica (MLR) — indicador que mede os custos assistenciais — continua alta e pode aumentar mais 0,6 ponto percentual no terceiro trimestre. Ao mesmo tempo, a empresa mantém uma postura conservadora sobre lucros e segue investindo na expansão da própria rede.
A situação se agrava com a concorrência da Amil, que vem praticando preços mais baixos em São Paulo, onde estão 40% dos beneficiários da Hapvida. Essa guerra de preços reduz a entrada de novos clientes e limita reajustes, dificultando a melhora dos resultados.
JPMorgan corta projeções e alerta para fragilidade
O JPMorgan reduziu suas projeções de lucro por ação da Hapvida em 16% para 2025 e 13% para 2026, destacando que a rentabilidade segue pressionada. O preço-alvo foi cortado de R$ 59 para R$ 52 por ação até dezembro de 2026, embora ainda represente potencial de alta de 60% em relação ao preço atual.
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Apesar da recomendação de compra (overweight) ser mantida, o banco ressalta que o mercado está frustrado com a lentidão da recuperação e que há preocupação com a sustentabilidade financeira da companhia caso os indicadores não melhorem.
Investidores temem colapso se resultados decepcionarem
O foco dos investidores agora está no desempenho do Ebitda e no crescimento líquido de beneficiários. O consenso do mercado prevê R$ 800 a R$ 820 milhões, mas o JPMorgan estima R$ 845 milhões. Um resultado abaixo de R$ 750 milhões, porém, poderia acentuar as perdas e alimentar o temor de uma crise de liquidez.
Com cerca de 9 milhões de beneficiários e 17% de participação no mercado de planos de saúde, a Hapvida ainda é a maior operadora do país — mas enfrenta um desafio urgente para reconquistar a confiança dos investidores e afastar o risco de colapso financeiro.
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