O impasse está relacionado a uma determinação judicial que exige a revisão de cartões de resposta de candidatos que preencheram de forma incompleta os campos de identificação com “bolinhas”. O MGI ainda não forneceu detalhes sobre como isso afetará o cronograma e os próximos passos do processo.
Desafios desde o início
A primeira edição do CNU foi projetada para revolucionar os concursos públicos no Brasil, unificando a seleção dos servidores federais em um modelo semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entretanto, o concurso já enfrentou obstáculos antes mesmo de sua realização.
Originalmente agendado para 5 de maio, o exame foi adiado em razão do estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul. Após meses de espera, as tentativas foram aplicadas em 18 de agosto, em dois turnos, abrangendo 228 municípios.
Dos 2,1 milhões de inscritos, apenas 970 mil compareceram, um índice de abstenção superior a 50%. Apesar disso, o CNU se consolidou como o maior concurso público da história brasileira, despertando grande expectativa por parte dos candidatos.
Frustração entre os candidatos
O adiamento dos resultados finais gerou insatisfação entre os participantes, que utilizam as redes sociais para manifestar suas queixas. Muitos dizem a preocupação causada pelos sucessivos atrasos e a falta de informações claras sobre os motivos do novo cronograma.
“É desanimador ver tantos problemas num processo que deveria ser exemplo de organização e eficiência”, lamentou um candidato nas redes sociais.