Advogada de Deolane Bezerra, Adélia Soares é indiciada por falsidade ideológica e associação criminosa
Adélia teria colaborado com cidadãos chineses para abrir empresas de fachada, facilitando atividades ilícitas no Brasil.

Advogada de Deolane Bezerra, Adélia Soares é indiciada por falsidade ideológica e associação criminosa-Foto: Divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou a advogada Adélia de Jesus Soares pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa. A acusação está relacionada a um esquema de lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar. A investigação, conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia do Lago Norte, revelou que Adélia teria colaborado com cidadãos chineses para abrir empresas de fachada, facilitando atividades ilícitas no Brasil.
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O caso ganhou destaque após a prisão de Deolane Bezerra, uma influenciadora digital envolvida em um esquema semelhante. No entanto, até o momento, a polícia não confirmou se há uma ligação direta entre a investigação atual e a prisão de Bezerra, que ocorreu em Pernambuco.
De acordo com o documento da investigação, Adélia de Jesus Soares foi responsável pela abertura de uma empresa chamada Playflow, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa foi registrada com documentação falsa na junta comercial de Suzano, em São Paulo, conforme relatado pela PCDF. A Playflow teria sido usada para explorar jogos de azar ilegalmente no Brasil, aproveitando-se das brechas na legislação.

Advogada de Deolane Bezerra, Adélia Soares é indiciada por falsidade ideológica e associação criminosa-Foto: Reprodução/TV Globo
As apostas de quotas fixas, conhecidas como bets, foram autorizadas no Brasil desde 2018. No entanto, muitos sites de apostas operam a partir do exterior e oferecem seus serviços para brasileiros pela internet. A legislação sobre apostas no país passará por mudanças significativas a partir de janeiro de 2025, com novos regulamentos que visam controlar e fiscalizar essas atividades.
A investigação da PCDF foi desencadeada após um colaborador terceirizado da delegacia ter caído em um golpe, transferindo cerca de R$ 1,8 mil para uma conta de apostas vinculada ao jogo do tigrinho. A polícia também descobriu que instituições de pagamento estavam envolvidas em fraudes de câmbio, utilizando CPFs de pessoas falecidas para movimentar dinheiro das apostas para o exterior.
A conclusão da investigação levou o caso à Justiça Federal, devido às evidências de crimes financeiros. As autoridades estão agora aguardando os próximos passos legais para lidar com as implicações do esquema.
Em resposta às acusações, a defesa de Adélia de Jesus Soares publicou uma nota refutando as alegações. Segundo a defesa, as acusações contra Adélia são infundadas e resultam de um golpe praticado por terceiros. A advogada está ciente das acusações e tomou todas as providências legais para proteger sua integridade e reputação, incluindo o registro de boletins de ocorrência relacionados ao caso.
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