Advogados de Ciro Nogueira deixam defesa do parlamentar no caso Master
Escritório afirma que saída ocorreu “em comum acordo”

FOTO: AFP
Resumo:
Os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e outros integrantes do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados deixaram a defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso envolvendo o Banco Master. O parlamentar é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e vantagens indevidas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
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Notícias do Brasil – O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados anunciou nesta segunda-feira (11) que deixará de atuar na defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso envolvendo o Banco Master. A decisão foi divulgada por meio de nota oficial assinada pelos integrantes da banca jurídica.
Segundo o comunicado, a saída ocorreu “em comum acordo” com o parlamentar.
Entre os advogados que deixaram a defesa está Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. A nota também foi assinada por Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.
Leia também: Alvo da Operação Compliance Zero, Ciro Nogueira reage e fala em perseguição eleitoral
Ciro Nogueira é alvo da Operação Compliance Zero
O senador é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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De acordo com as investigações, Ciro Nogueira teria sido apontado como o “destinatário central” de supostas vantagens indevidas relacionadas aos interesses do banco dentro do Congresso Nacional.
Investigação cita emenda sobre Fundo Garantidor de Créditos
Entre os pontos investigados está a chamada “Emenda Master”, apresentada à PEC 65/2023, que previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo a Polícia Federal, o texto teria sido elaborado por integrantes ligados ao Banco Master. Mensagens interceptadas pela investigação indicam que Daniel Vorcaro afirmou que a proposta “saiu exatamente como mandei”.
A investigação também cita outros projetos de interesse do setor financeiro que teriam circulado entre pessoas ligadas ao banco e aliados políticos do senador antes de serem apresentados no Congresso.
PF aponta suspeitas de vantagens indevidas
A apuração ainda menciona suspeitas envolvendo viagens internacionais, hospedagens em hotéis de luxo, uso de aeronaves privadas, além de pagamentos mensais que teriam variado entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
Na semana passada, antes de deixarem o caso, os advogados de Ciro divulgaram nota afirmando que o senador não participou de atividades ilícitas e repudiaram “qualquer ilação de ilicitude” envolvendo o parlamentar.
Até o momento, a defesa de Ciro Nogueira não informou quem assumirá sua representação no processo.
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