Alcolumbre decide não prorrogar CPI do Crime Organizado, afirma relator
Senador Alessandro Vieira critica decisão e aponta prejuízo às investigações em andamento

FOTO: Pedro França/Agência Senado
Resumo:
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar a CPI do Crime Organizado. Relator critica decisão e diz que relatório final será apresentado na próxima semana.
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Notícias do Brasil – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo relator do colegiado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Segundo Vieira, a decisão foi comunicada após reunião com Alcolumbre. O relator criticou a medida e afirmou que o encerramento da comissão neste momento compromete a análise de dados relevantes reunidos durante as investigações.
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Decisão em ano eleitoral
De acordo com o relator, o presidente do Senado justificou a decisão com base no calendário eleitoral. Na avaliação de Alcolumbre, não seria adequado manter uma CPI em funcionamento durante o período.
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Alessandro Vieira, no entanto, discordou do argumento e classificou a decisão como prejudicial ao país, destacando que ainda há grande volume de informações a serem analisadas.
Relatório será apresentado
Com o prazo de funcionamento próximo do fim, o relatório final da CPI deve ser apresentado e votado na próxima semana.
O relator afirmou que o documento buscará consolidar o máximo de informações possíveis diante do tempo limitado para conclusão dos trabalhos.
Investigação do caso Banco Master
Entre os principais focos da CPI está o caso envolvendo o Banco Master. O colegiado convocou o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros investigados, e aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de pessoas ligadas ao caso.
Mesmo com o avanço das apurações, a decisão de não prorrogar a comissão encerra os trabalhos dentro do prazo atual.
Histórico de decisões semelhantes
Esta não é a primeira vez, neste ano, que há entraves na continuidade de comissões no Congresso. No caso da CPMI do INSS, o colegiado também foi encerrado sem avanço significativo após impasses e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contrária à prorrogação.
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