Alcolumbre resiste e descarta pautar impeachment de Alexandre de Moraes no Senado
Após bloqueio do plenário por senadores da oposição, presidente do Senado reafirma que não cederá a ameaças e tenta retomar normalidade das atividades legislativas.
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Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

foto: Agência Senado
Notícias do Brasil – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta quarta-feira (6) que não colocará em votação o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo diante da pressão exercida por senadores da oposição. Desde a última terça-feira (5), parlamentares contrários à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro ocupam a Mesa Diretora do plenário em protesto, paralisando as atividades legislativas da Casa.
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Em reunião com líderes partidários na Residência Oficial do Senado, Alcolumbre declarou que não aceitará chantagens nem ameaças para conduzir a pauta do Congresso. O presidente do Senado também tentou negociar a desocupação do plenário, com o objetivo de restabelecer o funcionamento da Casa.
O movimento oposicionista cobra a apreciação do pedido de afastamento de Moraes, que é relator das ações penais contra Bolsonaro no STF. A indicação do magistrado como alvo de um processo de impeachment ganhou força entre aliados do ex-presidente após a decisão que autorizou a conversão da prisão preventiva de Bolsonaro em prisão domiciliar, motivada por investigações envolvendo tentativa de golpe de Estado.
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Apesar da pressão, Alcolumbre foi firme ao manter a posição de não pautar o processo contra Moraes. A manifestação dos senadores tem dificultado o andamento de votações e compromissos legislativos, e a expectativa é de que os próximos dias sejam marcados por novas rodadas de negociação entre os blocos.
Nos bastidores, a avaliação de líderes da base aliada é que ceder à pressão da oposição poderia abrir um precedente perigoso e politizar ainda mais a relação entre os Poderes. Já a oposição promete manter os protestos até que o Senado se posicione sobre o pedido de impeachment do ministro.
A crise no Senado reflete o clima de tensão institucional entre Legislativo e Judiciário e se soma às incertezas políticas geradas em torno do processo judicial que envolve o ex-presidente Bolsonaro.
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