Oposição comemora decisão que concede prisão domiciliar a cabeleireira que pichou estátua no STF
Ela está presa preventivamente desde março de 2023.
- (Foto: divulgação STF)
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (28) a prisão domiciliar de Débora Rodrigues dos Santos, ré pela participação nos atos de 8 de janeiro. Ela está presa preventivamente desde março de 2023. A medida atende a pedido da defesa, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou pela prisão domiciliar até a conclusão do julgamento.
A decisão foi dada na Ação Penal (AP) 2508, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Débora responde no processo pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Segundo denúncia da PGR, ela participou dos atos antidemocráticos e foi responsável por pichar em vermelho a estátua “A Justiça”, na Praça dos Três Poderes.
PUBLICIDADE
A oposição comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu a prisão domiciliar à cabeleireira Débora dos Santos, de 39 anos.
Parlamentares da oposição reagiram com alívio à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder prisão domiciliar à cabeleireira Débora Rodrigues. Para eles, a medida tomada nesta sexta-feira (28) representa uma pequena vitória diante do que chamam de injustiças contra os presos pelos atos de 8 de janeiro.
O deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou:
”A crueldade não acabou, mas um alento em meio a guerra. Débora jamais deveria ter passado por mais de 2 anos de prisão preventiva. Que hoje seja um dia de alegria neste reencontro com seus filhos, mesmo com tornozeleira. E que seu destino não seja igual ao de Daniel Silveira – escreveu ele em suas redes sociais” disse o deputado em suas redes sociais.
A deputada Carol de Toni (PL-SC) classificou a decisão como um avanço, mas destacou que Débora ainda enfrenta dificuldades.
PUBLICIDADE
”Realmente é uma pequena vitória perto de tantas injustiças que ela está sofrendo – disse a parlamentar catarinense em um vídeo’, disse a deputada.
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) cobrou a libertação de outros detidos pelos atos do 8 de janeiro de 2023.
‘Está na hora de mandar todos os presos do 8/1 para casa. Tem gente idosa e tem pessoas doentes”, declarou o ex-juíz federal.
Além da prisão domiciliar, o ministro impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais, de se comunicar com outros investigados e de dar entrevistas sem autorização do STF. Débora também não poderá receber visitas, salvo de seus advogados e de seus pais e irmãos ou de outras pessoas autorizadas pelo Supremo. Eventual descumprimento das medidas levará a nova decretação de prisão.
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes disse que estão presentes os requisitos previstos na lei para a prisão domiciliar. Segundo o relator, não caberia no momento conceder liberdade provisória, conforme pedido da defesa, porque os elementos que levaram à prisão preventiva permanecem os mesmos, como o risco à garantia de aplicação da lei.
Entretanto, conforme o ministro, a ré não pode ser prejudicada pela interrupção de seu julgamento. A ação penal contra Débora estava sendo analisada em sessão virtual da Primeira Turma que se encerra nesta sexta (28), mas o ministro Luiz Fux pediu vista do caso. “O adiamento do término do julgamento torna necessária a análise da atual situação de privação de liberdade de Débora Rodrigues dos Santos”, disse o relator.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






