Aliados pressionam Michelle Bolsonaro a disputar o Senado pelo Distrito Federal
Ex-primeira-dama ainda não confirmou candidatura, mas aliados defendem que ela concorra nas eleições.
- Foto: PL Mulher
Resumo
- Candidatura indefinida: Michelle Bolsonaro ainda não confirmou se disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.
- Articulação política: Aliados, incluindo a senadora Damares Alves, tentam convencê-la a entrar na corrida eleitoral.
- Prazo decisivo: A definição deve ocorrer até as convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto.
- Prioridade familiar: Michelle informou que deixará a presidência do PL Mulher para se dedicar ao marido, Jair Bolsonaro, e à filha.
Notícias do Brasil – Michelle Bolsonaro ainda não definiu se disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. Aliados da ex-primeira-dama intensificaram as conversas para que ela permaneça no cenário eleitoral. A avaliação entre integrantes do grupo político é que Michelle teria peso relevante em uma eventual candidatura ao Congresso Nacional.
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A senadora Damares Alves afirmou que a decisão deve ser tomada até o período das convenções partidárias, marcado entre 20 de julho e 5 de agosto. “Ela ainda não decidiu. Está pensando se sairá candidata ou não. Este é um momento de reflexão para ela. Nós vamos continuar insistindo que ela venha candidata”, disse Damares.
Por que Michelle Bolsonaro pode desistir da disputa
A possibilidade de Michelle Bolsonaro não concorrer ganhou força após ela anunciar que deixará a presidência do PL Mulher. Em nota divulgada no fim de junho, a ex-primeira-dama informou que pretende se dedicar integralmente aos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com a filha do casal.
O comunicado não confirmou nem descartou uma candidatura. Desde então, aliados passaram a tratar a decisão como indefinida.
Segundo Damares Alves, Michelle deve concentrar esforços na família enquanto acompanha os desdobramentos da situação jurídica de Jair Bolsonaro.
Qual seria o papel de Michelle Bolsonaro no Senado
Aliados defendem que Michelle Bolsonaro poderia atuar em pautas relacionadas a pessoas com deficiência, doenças raras, autismo, famílias atípicas e políticas sociais. Damares Alves afirmou que a presença da ex-primeira-dama no Congresso seria vista como reforço para parlamentares que atuam nessas áreas.
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“Estamos conversando com ela nesse sentido: ‘Michelle, nós precisamos de você no Parlamento’. Ela reforça esse time”, declarou a senadora.
Michelle Bolsonaro já confirmou que queria ser candidata
Segundo Damares Alves, Michelle Bolsonaro nunca declarou publicamente que desejava disputar uma eleição. A senadora afirmou que a expectativa em torno de uma candidatura foi criada por aliados políticos e por pesquisas eleitorais que passaram a incluir o nome da ex-primeira-dama em cenários para o Senado, Presidência ou vice-presidência.
“Michelle nunca disse que seria candidata, nem ao Senado, nem à Presidência, nem à vice. Éramos nós que falávamos que ela seria candidata”, afirmou.
Michelle pode trocar o PL pelo Republicanos
Também houve especulações sobre uma possível filiação de Michelle Bolsonaro ao Republicanos, partido de Damares Alves. A senadora, porém, afirmou que uma troca de legenda não seria viável para as eleições deste ano porque o prazo de filiação partidária já venceu em abril.
Apesar disso, Damares disse que o Republicanos mantém as portas abertas para Michelle em uma eventual decisão futura.
As convenções partidárias serão o principal marco para a definição das candidaturas. É nesse período que os partidos formalizam os nomes que disputarão os cargos eletivos. Até lá, Michelle Bolsonaro pode confirmar a candidatura ao Senado, optar por não disputar cargo algum ou atuar apenas na mobilização política e partidária.
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