Anvisa manda atualizar vacinas contra Covid-19 e proíbe uso de doses antigas após nove meses
Nova regra determina que imunizantes sejam monovalentes e direcionados a linhagens específicas do coronavírus em circulação.

Foto: David Oliveira/Guarani FC
Resumo
- Nova regra: Vacinas contra Covid-19 deverão ser atualizadas no Brasil.
- Composição: Imunizantes precisam ser monovalentes.
- Variante preferencial: Fórmulas devem priorizar a linhagem LP8.1.
- Prazo: Doses antigas poderão ser utilizadas por até nove meses.
Notícias do Brasil – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (9), uma nova Instrução Normativa que exige a atualização das vacinas contra a Covid-19 em circulação no Brasil.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União.
O objetivo é aumentar a eficácia dos imunizantes e melhorar a resposta imunológica da população diante do surgimento de novas cepas do coronavírus.
As novas regras foram aprovadas durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa.
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Vacinas contra Covid-19 agora precisam ser monovalentes?
Sim.
Segundo a nova norma da Anvisa, as vacinas contra a Covid-19 deverão obrigatoriamente ser monovalentes.
Isso significa que o imunizante deve ser direcionado a uma linhagem específica do SARS-CoV-2.
A atualização busca acompanhar as mudanças do vírus e melhorar a resposta do sistema imunológico contra as variantes em circulação.
Qual variante deverá ser usada nas novas vacinas contra Covid-19?
A Anvisa definiu a variante LP8.1 como antígeno preferencial para a composição das novas vacinas.
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Também poderão ser utilizados derivados da linhagem JN.1.
Entre as alternativas citadas estão as cepas XFG e NB.1.8.1.
Nesse caso, os fabricantes deverão comprovar que os imunizantes conseguem produzir uma resposta de anticorpos neutralizantes considerada ampla e robusta.
O que acontecerá com as vacinas antigas contra Covid-19?
A Anvisa estabeleceu um período de transição para evitar a interrupção do calendário de vacinação.
As vacinas já registradas, produzidas ou distribuídas antes da entrada em vigor da nova norma poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses.
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Após o fim desse prazo, a aplicação dos lotes antigos ficará proibida.
A medida permite que os estoques existentes sejam utilizados durante a adaptação dos fabricantes às novas exigências.
Por que a Anvisa decidiu atualizar as vacinas?
A decisão foi baseada no monitoramento do cenário epidemiológico da Covid-19 no Brasil.
Dados apresentados pela diretoria da Anvisa apontam registros recentes de casos de síndrome gripal associados à doença.
O cenário reforçou a necessidade de manter a composição das vacinas alinhada às linhagens do coronavírus em circulação.
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A atualização periódica dos imunizantes é uma estratégia utilizada para acompanhar as mudanças do vírus e manter a resposta vacinal adequada diante do surgimento de novas variantes.
Quando as novas regras para vacinas entram em vigor?
A Instrução Normativa foi publicada nesta quinta-feira (9) no Diário Oficial da União.
A partir da nova regra, os fabricantes deverão adequar a composição dos imunizantes aos critérios técnicos estabelecidos pela Anvisa.
Durante os próximos nove meses, vacinas produzidas ou distribuídas anteriormente ainda poderão ser utilizadas.
Depois desse período de transição, os lotes que não estiverem adequados à nova norma não poderão mais ser aplicados no Brasil.
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