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Após denúncia de assédio, Guimarães deve deixar Caixa ainda nesta quarta-feira (29)

Pessoas próximas a Bolsonaro classificaram a situação do presidente do banco como “desastre” e “insustentável”.

  • Por AM POST

  • 29/06/2022 às 11:21

  • Leitura em quatro minutos

Fontes próximas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) disseram que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, deve deixar o cargo ainda nesta quarta-feira, 29, após denúncias sobre assédio sexual virem à tona.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Bolsonaro e Guimarães conversaram sobre a demissão na noite de terça-feira, 28. Diante da gravidade das denúncias, a situação do presidente da estatal ficou “insustentável”.

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Pessoas próximas a Bolsonaro – como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto – pressionaram pela demissão, de acordo com a coluna de Malu Gaspar e de Bela Megale, também do O Globo, devido preocupação com a campanha eleitoral.

Para eles, as denúncias envolvendo Guimarães seriam um “desastre” para a campanha, que luta para reverter os altos índices de rejeição – principalmente entre o eleitorado feminino, que chega a 61%, segundo pesquisa Datafolha.

Aliados enfatizaram a Bolsonaro que Pedro Guimarães não poderia permanecer nem mais um dia como chefe da Caixa.

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“Nós precisávamos que algum fato viesse para desviar a atenção do caso do MEC. Mas não era bem nisso que estávamos pensando”, comentou um integrante da campanha bolsonarista ao blog de Malu Gaspar.

A Caixa Econômica Federal informou que o pronunciamento e a coletiva de imprensa com o presidente do banco, previstos para a manhã de quarta-feira, foram cancelados. O banco promoverá um evento em Brasília, na Caixa Cultural, para tratar da estratégia da CEF para o Plano Safra 22/23. Além de fazer um pronunciamento, Guimarães responderia a perguntas de jornalistas. A Caixa não informou o motivo dos cancelamentos.

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O caso

O portal Metrópoles publicou nessa terça-feira que o executivo é investigado pelo Ministério Público Federal por suposto crime de assédio sexual. O Estadão/Broadcast confirmou a existência da investigação.

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As denúncias foram feitas por funcionárias da Caixa Econômica Federal. Cinco mulheres relataram as abordagens inapropriadas do presidente do banco.

Segundo um dos relatos, uma funcionária diz que o presidente do banco teria passado a mão em suas nádegas. Em outro caso, o executivo teria convidado outra funcionária para dentro de seu quarto de um hotel, para entregar o que fora pedido, quando pediu a ela para tomar um banho e voltar para conversar sobre a carreira em seu quarto.

Em outra viagem, Guimarães teria dado a chave do seu quarto do hotel para uma funcionária e dito a frase “vou botar aí na frente”.

Procurado pelo Estadão, o Ministério Público Federal afirmou que não fornece informações sobre procedimentos sigilosos. A Caixa não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado assim que houver um posicionamento.

Em nota ao Metrópoles, a Caixa informou que não tem conhecimento sobre as denúncias de assédio sexual contra Guimarães e que tem protocolos de prevenção contra casos de qualquer tipo de prática indevida por seus funcionários.

“A Caixa não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo. A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’, informou, em nota ao site.

Fonte: Terra

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