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Após operação da PF, servidores da Abin defendem que corpo funcional comande agência

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

25/01/2024 às 16:46

Foto: Hugo Barreto

A União dos Profissionais de Inteligência do Estado da Abin (Intelis) defendeu nesta quinta-feira, 25, que o próprio corpo funcional da agência comande a corporação, de forma independente. A posição da associação, que reúne profissionais da Agência Brasileira de Inteligência, surge após novas revelações de influência na Abin em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga o ex-diretor do órgão, o delegado e deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

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“Os novos desdobramentos das investigações sobre o suposto uso indevido do programa First Mile indicam ter havido utilização da estrutura e recursos da Abin para práticas de desvios por parte de policiais federais inseridos na Agência”, apontou a Intelis em nota.

A associação ressaltou que “se confirmados os ilícitos apurados, a problemática gestão da Abin por Alexandre Ramagem e seus assessores reforça a importância de a agência ser gerida por seu próprio corpo funcional, e não por atores exógenos politicamente condicionados, como no governo anterior”.

A Intelis também defendeu que os profissionais de carreira da Abin são os mais interessados em uma “apuração republicana” sobre os desvios no uso das ferramentas da Abin e pediu respeito aos servidores do órgão.

A PF cumpre, nesta quinta-feira, 21 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a suspeitos de participar de espionagem ilegais na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Um dos alvos é Ramagem, que comandou a agência durante a gestão de Jair Bolsonaro e é pré-candidato à prefeitura do Rio com o apoio do ex-presidente. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Nas investigações que deram origem à ação desta quinta, a Polícia Federal encontrou registros de que, sob Bolsonaro, o comando da Abin tentou produzir provas que relacionassem ministros do Supremo Tribunal Federal e deputados federais de opção ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Também monitorou a promotora de Justiça do Rio de Janeiro que investigou o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A lista de alvos também incluiria o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, o ministro da Educação, Camilo Santana e a ex-deputada Joice Hasselmann, entre outros.

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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