Após prisão, corte de advogado acusado de agredir mulher viraliza na web: “Bateu, levou”
Internautas apontam o comportamento supostamente agressivo do influencer.
- Foto: Reprodução/Redes Sociais
Notícias do Brasil – O advogado criminalista e influenciador João Neto, de 47 anos, foi preso em flagrante na última segunda-feira (14) acusado de espancar uma mulher dentro de seu apartamento, em Maceió (AL). Após a prisão, um vídeo de uma entrevista gravada recentemente em que ele defende a agressão física às mulheres voltou à tona e viralizou nas redes sociais, gerando indignação e repúdio.
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A gravação, feita no canal Red Cast no dia 5 de abril, mostra João Neto afirmando, de forma contundente, que homens têm o direito de revidar agressões de mulheres. “Se não quer apanhar, não bate”, disse o advogado. Em outro trecho da fala, ele justifica sua posição: “Se a mulher sabe que não aguenta com você, ela vai dar um tapa na sua cara para quê? Se ela dá uma tapa em sua cara, ela está querendo tomar outro. Bateu, levou! Você é Jesus Cristo para tomar tapa na cara? Se der na minha cara, vai tomar um ‘bucado’ também”.
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A fala ganhou ainda mais repercussão após a divulgação do caso de violência contra a companheira, uma jovem de 25 anos. Segundo a polícia, ela foi agredida dentro do apartamento do advogado e precisou ser encaminhada ao hospital. João Neto foi preso nas proximidades da unidade de saúde por policiais militares, que agiram rapidamente após a denúncia.
A delegada Ana Luiza, coordenadora das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams), determinou a instauração de inquérito policial. João Neto deve responder por violência doméstica e lesão corporal, com base na Lei Maria da Penha. Ele permanece sob custódia da Polícia Civil, à disposição da Justiça.
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Ex-policial militar da Bahia, João Neto construiu uma carreira nas redes sociais como influenciador jurídico, acumulando milhares de seguidores. Em seus perfis, ele compartilha vídeos de análises legais e trechos de sua vida pessoal. A divulgação do vídeo polêmico, no entanto, levantou uma onda de críticas e trouxe à tona o debate sobre o papel de figuras públicas na promoção de discursos que incentivam ou minimizam a violência contra a mulher.
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