Após ser criticada por Malafaia, Damares expõe igrejas e pastores que estariam envolvidos no esquema de fraudes no INSS; confira
Senadora divulga nomes ligados a supostos esquemas de fraude e denuncia pressão organizada para conter avanço das apurações no Congresso.
- Foto: reprodução
Resumo
CPMI do INSS inclui igrejas e pastores na mira e abre crise no campo evangélico; após ser cobrada por Silas Malafaia, a senadora Damares Alves publica lista de alvos e denuncia pressões para blindar nomes influentes enquanto investigações avançam sobre supostas fraudes contra aposentados.
Notícias do Brasil – A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu escancarar a lista de igrejas e pastores citados nas investigações da CPMI do INSS. A divulgação foi feita nesta quarta-feira (14) depois de o pastor Silas Malafaia desafiá-la publicamente para “dizer nomes” após afirmar que “grandes igrejas” e “grandes pastores” fariam parte do esquema ilegal que drenou recursos previdenciários.
Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, chamou a parlamentar de “linguaruda” ao acusá-la de insinuar sem apontar.
Damares respondeu com um dossiê sucinto e endereçado: quatro igrejas, cinco pastores e uma investigação que ela diz que está só começando.
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Igrejas na mira: de megatemplos a ministérios regionais
Os requerimentos da CPMI listam templos e organizações religiosas que podem ter papel direto ou indireto em fraudes contra segurados do INSS, especialmente idosos e pessoas com benefício assistencial. Entre os alvos, todos submetidos a pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal, estão:
Adoração Church
Assembleia de Deus Ministério do Renovo
Ministério Deus é Fiel (SeteChurch)
Igreja Evangélica Campo de Anatote
Nenhuma delas está oficialmente indiciada. Mas, como lembra Damares, quebrar sigilo significa entrar no nível de investigação onde a poeira baixa e as planilhas falam.
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Pastores convocados e na rota de depor
Pelo lado das lideranças religiosas, cinco pastores já foram chamados a explicar potenciais vínculos com atravessadores de benefícios, facilitadores internos e “caixas-dois paralelos”. São eles:
Cesar Belucci
André Machado Valadão (com pedido de quebra de sigilo)
Péricles Albino Gonçalves
Fabiano Campos Zettel
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André Fernandes
Todos foram convidados a depor, sem condução forçada. O clima político em torno das oitivas, porém, está longe da paz celestial que a pauta sugere.
O desconforto de investigar “irmãos”
A senadora reconhece o incômodo. “Isso me machuca”, disse ela em entrevista ao SBT News, num tom que misturou lamentação e aviso.
Segundo ela, pressões vêm de dentro e de fora: fiéis, líderes, entidades religiosas e operadores políticos que temem estrago reputacional.
A CPMI teria ultrapassado o mapa previsto e chegado a destinos “jamais imaginados”, espaço onde fé, política e esquemas ilegais se cruzam.
Malafaia reage, e o fogo amigo esquenta
A fagulha pública foi acesa por Silas Malafaia. O pastor prometeu vídeo, divulgou ataques nas redes e disparou críticas pelo país.
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Damares postou nota, lembrou que ela própria pediu a criação da comissão, reafirmou que tudo é público e aprovado por maioria, e ainda avisou que não será intimidada.
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