Apóstolo Valdemiro Santiago também é citado em investigação que apura lavagem de dinheiro do PCC
O inquérito revelou nomes de figuras públicas, incluindo o cantor Gusttavo Lima, o apóstolo Valdemiro Santiago e o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho.
- A Operação Mafiusi investiga a conexão entre o PCC e a máfia italiana no tráfico internacional de drogas, focando agora em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e figuras públicas brasileiras.
- Nomes como Gusttavo Lima, Valdemiro Santiago e Adilson Oliveira Coutinho Filho serão chamados a depor sobre transações financeiras suspeitas, embora não tenham sido formalmente indiciados; Gusttavo Lima nega envolvimento ilícito.
- O empresário Willian Barile Agati, considerado peça-chave na movimentação financeira do PCC, está preso; a Polícia Federal investiga mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro e já denunciou 14 pessoas diretamente envolvidas no esquema.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A Operação Mafiusi, que revelou uma conexão entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a máfia italiana no tráfico internacional de drogas, avança agora na apuração de um esquema de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal (PF), com base no depoimento de um delator, identificou transações financeiras suspeitas movimentadas por meio de contas bancárias de empresas ligadas à facção criminosa. O inquérito revelou nomes de figuras públicas, incluindo o cantor Gusttavo Lima, o apóstolo Valdemiro Santiago e o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, que, apesar de não serem formalmente indiciados, serão chamados a depor sobre suas transações financeiras.
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As investigações indicam que essas figuras públicas podem ter se envolvido, mesmo sem conhecimento, em operações de lavagem de dinheiro, utilizando empresas ligadas ao crime organizado. Em resposta às alegações, Gusttavo Lima declarou que sua transação financeira está relacionada à compra legal de uma aeronave, negando qualquer envolvimento com atividades ilícitas. O cantor, cotado para uma eventual candidatura a vice-presidente ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que colaborará com a justiça para esclarecer qualquer dúvida. Até o momento, Valdemiro Santiago e Adilson Filho não se manifestaram publicamente sobre o caso.
A Operação Mafiusi tem como um de seus principais alvos o empresário Willian Barile Agati, apelidado de “concierge do PCC”. Segundo as apurações, Agati desempenhava um papel crucial na administração das transações financeiras milionárias da facção criminosa. Ele foi preso em janeiro e permanece detido, enquanto sua defesa sustenta que ele é um empresário lícito e que as acusações são infundadas.
O delegado Eduardo Verza, responsável pela investigação, destacou que o PCC se utiliza de mecanismos sofisticados para ocultar a origem do dinheiro ilícito, envolvendo tanto empresas quanto pessoas físicas em um sistema financeiro paralelo. O esquema inclui transferências bancárias que passam por diversas contas, dificultando a rastreabilidade dos valores. Segundo Verza, a complexidade da lavagem de dinheiro nesse caso apresenta semelhanças com os esquemas revelados na Operação Lava Jato.
A investigação, conduzida sob a tutela da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, já resultou na denúncia de 14 pessoas na última semana por envolvimento direto com o tráfico internacional de drogas. A fase atual da Operação Mafiusi busca aprofundar o rastreamento das transações financeiras para identificar a extensão da rede de lavagem de dinheiro e todos os beneficiários indiretos. A PF está analisando milhares de documentos bancários, contratos e transações suspeitas que possam comprovar o envolvimento de novas figuras no esquema.
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