‘Armadilha’ com fermento de pão contra mosquito da dengue está disponível
Inovadora tecnologia patenteada promete revolucionar o controle do Aedes aegypti com uma solução ecológica e eficaz.
Notícias do Brasil – O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) agora detém a coparticipação em uma patente inovadora de um larvicida desenvolvido para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, Zika e chikungunya. Criada em parceria com universidades internacionais, essa tecnologia utiliza cápsulas de óleo de laranja revestidas com levedura (Saccharomyces cerevisiae), um tipo de fermento, para eliminar as larvas do mosquito.
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De acordo com Fernando Ariel Genta, chefe do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC, o larvicida é uma solução totalmente biodegradável, sem impacto ambiental negativo. “São dois ingredientes naturais e inofensivos ao meio ambiente: o óleo de laranja encapsulado na levedura, um ingrediente usado na fabricação de pães”, explica Genta.
A grande inovação dessa solução está no fato de que o Aedes aegypti não desenvolve resistência ao produto, como ocorre com outros inseticidas. O larvicida funciona por meio de um processo chamado “delivery ambiental”. Isso significa que as cápsulas são introduzidas diretamente nos criadouros do mosquito, onde as larvas, que se alimentam de levedura, consomem as cápsulas e são eliminadas.
Além da vantagem ecológica, os testes revelaram que o impacto da substância no meio ambiente é mínimo, sem afetar outros insetos ou seres humanos. O projeto começou em 2017, por meio de uma parceria entre o IOC e a Universidade do Novo México (UNM). Após anos de pesquisas e desenvolvimento, o larvicida foi patenteado em outubro de 2023 e já está apto para ser comercializado, oferecendo uma alternativa sustentável no combate ao Aedes aegypti.
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