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Assista: Ex-juíza Ludmila Grilo diz que está “exilada” nos EUA devido ditadura judicial que se enraizou no Brasil

Ela afirma que irá apresentar uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra os membros do STF.

Por Hugo Guimarães

05/01/2024 às 10:00 - Atualizado em 05/01/2024 às 10:45

A ex-juíza Ludmila Lins Grilo revelou, nesta quarta-feira (3), que está ‘asilada’ nos Estados Unidos há dois anos, devido ditadura judicial que se enraizou no Brasil. A ex-magistrada atribui a perseguição ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Alexandre de Moraes, além do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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Ludmila ganhou notoriedade em janeiro de 2021 ao defender a “aglomeração de pessoas nas praias e festas do litoral brasileiro” com a hashtag #AglomeraBrasil, alcançando mais de 130 mil seguidores no Twitter. Em maio de 2023, foi aposentada compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG) devido criticas aos ministros do STF e também foi afastada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em seu comunicado, Ludmila mencionou que manteve sua saída do país em sigilo por mais de um ano e justificou sua decisão alegando uma “ditadura que se instalou no Brasil”. A ex-juíza afirmou sentir-se segura “na terra da liberdade” e mencionou que toda a trama envolvendo os atos persecutórios foi documentada e entregue às autoridades americanas.

“Sou, oficialmente, uma juíza brasileira em asilo político nos Estados Unidos”, disse. Ludmila continuou exercendo suas atividades por videoconferência após a chegada aos EUA, enfrentando difamações sobre sua conduta profissional. Seu afastamento e condição de asilada foram mantidos em segredo, visando proteger seus bens no Brasil.

“Eu era uma juíza em atividade quando aportei em terras americanas. Em silêncio, continuei exercendo meu trabalho por videoconferência, cumprindo toda a agenda diária da vara criminal. Sofri calada todo tipo de difamação quanto à minha conduta profissional, pois ainda não podia revelar que eu não morava mais no Brasil”, contou.

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A magistrada destacou que as ações persecutórias praticadas pelo STF, especialmente por Alexandre de Moraes, foram detalhadamente documentadas e entregues às autoridades americanas. Ela afirmou que continuará a lutar contra os ataques virtuais e processos judiciais utilizando essas ações em seus processos nos EUA, envolvendo juristas e jornalistas americanos em seu caso.

Em publicações no Twitter, Ludmila afirmava que Moraes e o ministro Luís Roberto Barroso seriam “perseguidores-gerais da república”, além de ter dito que o STF era mera “burocracia”. As falas renderam críticas da presidente do CNJ e do Supremo, ministra Rosa Weber.

Encerrando seu comunicado, Ludmila expressou apoio aos seus alunos e apoiadores, assegurando que a identidade deles não está mais acessível no Brasil. Ela prometeu utilizar cada bloqueio de conta, ataque do STF e ameaça em seus processos nos EUA, buscando justiça e denunciando a situação no Brasil. A ex-juíza encorajou todos os perseguidos a permanecerem firmes, destacando que não se calará diante dos desafios.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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