Assista: Ex-juíza Ludmila Grilo diz que está “exilada” nos EUA devido ditadura judicial que se enraizou no Brasil
Ela afirma que irá apresentar uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra os membros do STF.
- Foto: Reprodução
A ex-juíza Ludmila Lins Grilo revelou, nesta quarta-feira (3), que está ‘asilada’ nos Estados Unidos há dois anos, devido ditadura judicial que se enraizou no Brasil. A ex-magistrada atribui a perseguição ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Alexandre de Moraes, além do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
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Ludmila ganhou notoriedade em janeiro de 2021 ao defender a “aglomeração de pessoas nas praias e festas do litoral brasileiro” com a hashtag #AglomeraBrasil, alcançando mais de 130 mil seguidores no Twitter. Em maio de 2023, foi aposentada compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG) devido criticas aos ministros do STF e também foi afastada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em seu comunicado, Ludmila mencionou que manteve sua saída do país em sigilo por mais de um ano e justificou sua decisão alegando uma “ditadura que se instalou no Brasil”. A ex-juíza afirmou sentir-se segura “na terra da liberdade” e mencionou que toda a trama envolvendo os atos persecutórios foi documentada e entregue às autoridades americanas.
“Sou, oficialmente, uma juíza brasileira em asilo político nos Estados Unidos”, disse. Ludmila continuou exercendo suas atividades por videoconferência após a chegada aos EUA, enfrentando difamações sobre sua conduta profissional. Seu afastamento e condição de asilada foram mantidos em segredo, visando proteger seus bens no Brasil.
Em frente ao prédio da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, a juíza Ludmila Lins Grilo, censurada no Brasil pelo STF, anuncia que apresentará denúncias contra a Corte – "em especial o ministro Alexandre de Moraes" – por crimes contra a humanidade, na Comissão… pic.twitter.com/Q8cgUWOFYk
— Brasil Sem Medo (@JornalBSM) January 3, 2024
“Eu era uma juíza em atividade quando aportei em terras americanas. Em silêncio, continuei exercendo meu trabalho por videoconferência, cumprindo toda a agenda diária da vara criminal. Sofri calada todo tipo de difamação quanto à minha conduta profissional, pois ainda não podia revelar que eu não morava mais no Brasil”, contou.
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A magistrada destacou que as ações persecutórias praticadas pelo STF, especialmente por Alexandre de Moraes, foram detalhadamente documentadas e entregues às autoridades americanas. Ela afirmou que continuará a lutar contra os ataques virtuais e processos judiciais utilizando essas ações em seus processos nos EUA, envolvendo juristas e jornalistas americanos em seu caso.
Em publicações no Twitter, Ludmila afirmava que Moraes e o ministro Luís Roberto Barroso seriam “perseguidores-gerais da república”, além de ter dito que o STF era mera “burocracia”. As falas renderam críticas da presidente do CNJ e do Supremo, ministra Rosa Weber.
Encerrando seu comunicado, Ludmila expressou apoio aos seus alunos e apoiadores, assegurando que a identidade deles não está mais acessível no Brasil. Ela prometeu utilizar cada bloqueio de conta, ataque do STF e ameaça em seus processos nos EUA, buscando justiça e denunciando a situação no Brasil. A ex-juíza encorajou todos os perseguidos a permanecerem firmes, destacando que não se calará diante dos desafios.
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