Ataque à democracia: Flávio Bolsonaro detona Moraes por perseguição à imprensa após quebra de sigilo de fonte de jornalista
Senador afirma que sigilo da fonte é “sagrado” e diz que decisão do ministro do STF ameaça a liberdade de imprensa.
- Flávio Bolsonaro criticou a decisão do STF de autorizar mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, defendendo o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa.
- A investigação permanece sob sigilo, com a PF atuando sob aval da PGR, e a defesa de Cutrim teme a exposição da fonte jornalística e reforça a proteção constitucional ao sigilo.
- O episódio sucede uma operação anterior contra o jornalista Luís Pablo Almeida, também autorizada por Moraes, alimentando o debate sobre os limites entre investigação criminal e sigilo de fontes.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Agência Senado
Notícias do Brasil – O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta terça-feira (11) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, Cutrim é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo Almeida em reportagens relacionadas ao ministro Flávio Dino. O caso tramita sob sigilo. Durante conversa com jornalistas, Flávio Bolsonaro defendeu o direito ao sigilo da fonte e afirmou que a medida adotada por Moraes representa uma ameaça à liberdade de imprensa.
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“Eu acho que tem que haver um momento de unidade da própria imprensa contra esse tipo de abuso, de ilegalidade, de arbitrariedade”, declarou o senador.
Flávio Bolsonaro questiona impacto sobre o sigilo da fonte
O senador também questionou a segurança de fontes jornalísticas para fornecer informações a profissionais da imprensa caso medidas de busca e apreensão possam atingir pessoas relacionadas ao trabalho de reportagem. Na avaliação de Flávio, outros ministros do Supremo Tribunal Federal deveriam se manifestar sobre o episódio. “Eu acho que o momento é de todo mundo se posicionar”, afirmou.
As declarações foram dadas durante uma agenda política do candidato, que nesta terça-feira também se reuniu com postulantes ao Senado que pretende apoiar nas eleições de 2026.
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Busca e apreensão contra Raimundo Cutrim
Raimundo Cutrim foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, por determinação de Alexandre de Moraes. A investigação é sigilosa. De acordo com informações do STF citadas na reportagem de origem, as medidas foram solicitadas pela Polícia Federal com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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A defesa de Cutrim informou que ainda não havia tido acesso à íntegra dos autos referentes às buscas. O advogado José Berilo de Freitas Leite também manifestou preocupação com a exposição de uma pessoa apontada como fonte jornalística e citou a proteção constitucional ao sigilo da fonte.
O artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal assegura o acesso à informação e estabelece a proteção ao sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.
Jornalista Luís Pablo também foi alvo de operação
O episódio ocorre meses após o jornalista Luís Pablo Almeida ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, em março de 2026, também por determinação de Moraes. Na ocasião, foram apreendidos equipamentos eletrônicos utilizados pelo jornalista, incluindo computadores e telefones celulares. A ação ocorreu após a publicação de reportagens relacionadas ao uso de veículos oficiais no Maranhão.
A PGR havia apresentado manifestação favorável à atuação da Polícia Federal nas apurações.
Investigação segue sob sigilo
Até o momento, os detalhes da investigação envolvendo Raimundo Cutrim permanecem sob sigilo, o que limita a divulgação das razões específicas que fundamentaram as medidas determinadas pelo STF. A defesa do ex-secretário afirma preocupação com a proteção constitucional do sigilo da fonte, enquanto as medidas foram autorizadas no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal com aval da PGR.
O caso reacende o debate sobre os limites entre investigação criminal, proteção do sigilo jornalístico e liberdade de imprensa, especialmente quando medidas judiciais atingem pessoas relacionadas à produção de reportagens.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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