Banco Central decreta liquidação da Will Financeira, controlada pelo Banco Master
Autoridade monetária aponta insolvência e descumprimento de obrigações como fatores que tornaram medida inevitável.
- Foto: Reprodução
Resumo
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (21) e inclui a indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores. A medida ocorre após o descumprimento de obrigações financeiras e o agravamento da situação econômico-financeira da empresa.
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O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição que integrava o conglomerado liderado pelo Banco Master. A decisão foi tornada pública nesta quarta-feira (21) e representa mais um desdobramento da crise que envolve o grupo financeiro.
De acordo com a autoridade monetária, a liquidação prevê, entre outras medidas, a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, como forma de resguardar o interesse público e os direitos de credores.
Regime especial não evitou colapso
Após a liquidação do Banco Master, decretada em novembro de 2025, a Will Financeira passou a operar sob Regime Especial de Administração Temporária. À época, o Banco Central avaliou que a medida poderia preservar o funcionamento da instituição e permitir uma solução menos drástica.
No entanto, essa alternativa acabou não se mostrando viável. Em 19 de janeiro, foi constatado o descumprimento da grade de pagamentos da Will Financeira junto ao arranjo de pagamentos da Mastercard, o que resultou no bloqueio de sua participação no sistema.
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Insolvência e vínculo com o Banco Master
Diante desse cenário, o Banco Central concluiu que a liquidação era inevitável, citando o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, a insolvência e o vínculo de interesse decorrente do controle exercido pelo Banco Master.
O conglomerado Master, liderado pelo banco liquidado, detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional, números que, embora modestos, ampliaram a repercussão do caso no mercado financeiro.
Entenda o caso
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master apresentou crescimento acelerado ao ofertar CDBs com rentabilidade acima da média do mercado. Para sustentar esse modelo, a instituição passou a assumir riscos elevados e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez efetiva se deteriorava.
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Apurações apontam que, entre 2023 e 2024, cerca de R$ 11,5 bilhões teriam sido desviados por meio de triangulações envolvendo empresas de fachada e fundos de investimento. O caso segue sendo considerado um dos episódios mais complexos e sensíveis do sistema financeiro recente.

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