Base governista recorre a Alcolumbre para tentar anular quebra de sigilos de Lulinha na CPMI do INSS
O movimento ocorreu logo após a votação simbólica que terminou em forte confusão no colegiado.
- Foto: Agência Senado
Resumo
A base do governo contestou a votação da CPMI do INSS que autorizou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva. Aliados do Planalto alegam irregularidades na contagem e pediram ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a anulação da decisão.
Notícias do Brasil – A base governista decidiu acionar o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, para tentar invalidar a sessão da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
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O movimento ocorreu logo após a votação simbólica que terminou em forte confusão no colegiado, ampliando o confronto entre governistas e oposição.
Reunião após sessão tumultuada
Após a deliberação, parlamentares aliados ao Palácio do Planalto se reuniram com Alcolumbre na residência oficial da Presidência do Senado. Participaram do encontro os senadores Randolfe Rodrigues e Soraya Thronicke, além dos deputados Paulo Pimenta e Rogério Correia.
Segundo relatos, Alcolumbre pediu que o questionamento fosse formalizado por escrito, acompanhado de registros visuais da sessão. O caso deverá ser analisado pela advocacia do Senado, sem prazo definido para decisão.
Governo fala em irregularidades
Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues afirmou que houve falhas na condução da votação. Segundo ele, o número de parlamentares contrários teria sido maior que o contabilizado pela presidência da comissão.
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De acordo com a base, 14 congressistas teriam se levantado contra o bloco de requerimentos, enquanto a mesa registrou apenas sete votos contrários.
Representação contra presidente da CPMI
O deputado Paulo Pimenta informou que também pretende apresentar representação no Conselho de Ética contra o senador Carlos Viana, presidente da CPMI.
Durante a sessão, Pimenta acusou a condução dos trabalhos de ter fraudado o resultado e afirmou que buscará responsabilização regimental.
Sessão teve gritos e suspensão
A reunião da CPMI foi marcada por protestos, bate-boca e empurra-empurra entre parlamentares. Após o anúncio do resultado, integrantes da base se dirigiram à mesa para exigir recontagem.
Apesar da pressão, Carlos Viana manteve a decisão e afirmou que a votação simbólica seguiu o regimento, sustentando que não houve votos suficientes para rejeitar os requerimentos.
Queixas sobre condução da pauta
Além da contestação do resultado, governistas também reclamam da forma como a pauta da CPMI vem sendo conduzida. Segundo aliados do governo, requerimentos de interesse da base não estariam recebendo a mesma prioridade que propostas apresentadas pela oposição.
O episódio aprofunda o clima de tensão dentro da comissão e pode gerar novos desdobramentos políticos nas próximas semanas.
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