Bispo aguarda decisão de Moraes para prestar assistência religiosa a Bolsonaro
A solicitação foi encaminhada por Alexandre de Moraes à PGR, que terá o prazo de cinco dias para emitir parecer.
- Foto: Reprodução / Sara Nossa Terra
Notícias do Brasil – O bispo Robson Rodovalho, indicado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) para prestar assistência religiosa ao ex-presidente, afirmou que aguarda uma decisão que classificou como “humanitária” por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a autorização para realizar visitas religiosas na prisão.
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Segundo o líder religioso, Bolsonaro enfrenta um momento emocionalmente delicado desde que passou a cumprir pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Rodovalho disse acreditar que o apoio espiritual pode ser fundamental nesse período.
“Uma pessoa nessa situação entra em um abismo. Ela precisa ser ajudada a entender que é apenas um momento e que vai passar”, declarou. De acordo com o bispo, o acompanhamento religioso permitiria fortalecer o lado emocional do ex-presidente. “Precisamos ministrar força interior e reprogramar a mente por meio da palavra de Deus”, afirmou.
O religioso destacou ainda que mantém amizade com Bolsonaro há mais de duas décadas e disse esperar que a decisão do ministro do STF ultrapasse divergências políticas. Para ele, o pedido envolve apenas o direito à fé e ao acolhimento espiritual.
Caso a autorização seja concedida, Rodovalho pretende realizar cultos individuais na cela, com momentos de oração e músicas de louvor. O atendimento religioso, segundo a defesa, seria feito de forma reservada, sob supervisão institucional e sem interferir na rotina do local.
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O pedido de assistência religiosa foi encaminhado ao Supremo pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que integra a defesa do ex-presidente. No requerimento, os advogados sustentam que a liberdade religiosa é um direito fundamental garantido inclusive a pessoas sob custódia do Estado.
Além do bispo, o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni (PL) também foi indicado para prestar apoio espiritual ao ex-chefe do Executivo.
A solicitação foi encaminhada por Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá o prazo de cinco dias para emitir parecer favorável ou contrário à autorização.
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