Bolsonaristas conseguem 41 assinaturas e protocolam pedido de impeachment de Moraes no Senado: “momento histórico”
Agora, o foco da oposição se volta à pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para dar andamento ao processo.
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- Foto: Lázaro Aluísio/ TV Globo
Notícias do Brasil – Parlamentares bolsonaristas alcançaram nesta quinta-feira (7/8) as 41 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Senado. A última adesão foi do senador Laércio Oliveira (PP-SE), consolidando o movimento que ganhou força após a decisão de Moraes de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Com o número mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa, o grupo protocolou formalmente o pedido e anunciou o fim da obstrução dos trabalhos do Senado, além da desocupação da Mesa Diretora, que vinha sendo mantida por senadores ligados ao ex-presidente como forma de protesto contra o STF.
Agora, o foco da oposição se volta à pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem a prerrogativa exclusiva de dar andamento ou arquivar o processo de impeachment. Apesar disso, Alcolumbre ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
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“Vamos desobstruir e voltar a discutir pautas que interessam ao Brasil como um todo, não apenas à oposição. Mas seguiremos vigilantes e exigindo limites”, declarou o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), ao anunciar o fim da ocupação.
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Na coletiva que marcou a entrega do pedido, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o ato como um “momento histórico para o Brasil” e voltou a criticar duramente Moraes. “Ele precisa voltar a ter limites. Estive com meu pai ontem e é duro ver uma pessoa honesta passar por isso. Mas ele está forte, e isso nos fortalece também.”
O pedido ocorre em meio a uma escalada de tensões entre bolsonaristas e o Supremo Tribunal Federal, que se intensificou com as recentes investigações que envolvem Jair Bolsonaro e aliados. O gesto da oposição é simbólico, mas enfrenta obstáculos políticos: historicamente, nenhum pedido de impeachment contra ministros do STF prosperou no Senado, em razão da resistência de presidentes da Casa em dar seguimento a esse tipo de processo.
Mesmo assim, a movimentação tem impacto político importante para a base bolsonarista, que vê na iniciativa uma forma de reação institucional às decisões do Judiciário que consideram abusivas. A prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada por Moraes no contexto das investigações sobre tentativa de golpe, foi o estopim para o novo embate entre os Poderes.
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